Amor eterno...

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domingo, abril 29, 2012

Venham-me lá dizer que o azar não existe...

De repente o dia de ontem fez-me lembrar por que acredito em dias de azar...

Saio de casa para ir trabalhar e está um local radiante.
Passados 40 minutos, estaciono o carro e BOUM!, o céu resolve desabar em cima de mim.
Saio do carro, abro o guarda chuva novo, imediatamente vira-se e parte-se todo.
Volto a entrar no carro.
Arranjo o guarda chuva.
Lá fora, chove torrencialmente.
Guarda chuva arranjado, saio do carro, rabanada de vento, guarda chuva para o galheiro.
Fico encharcada ao tentar apanhar outro guarda chuva velho que anda sempre comigo.
Vou pegar na mochila para ir para o Conservatório, cai um envelope importante ao chão, mergulhando numa poça de água que 30 segundos antes não estava lá.
Carregada que nem uma mulinha, lá consigo a custo fechar o carro.
A caminho do trabalho, descubro que as botas têm um buraco e que me entra a água toda para os pés, ensopando as meias.
Consigo deixar o envelope na caixa de correio.
O guarda chuva velho ameaça partir-se.
A mochila com as coisas do trabalho fica ensopada.
A mochila com o almoço fica ensopada.
Chego ao conservatório, tento abrir a porta, sou obrigada a largar o guarda chuva porque não tenho mãos para aquilo tudo.
Finalmente, na minha sala, consigo ligar aos meus pais a pedir uma muda de roupa, pois as lojas estão fechadas e chove que Deus manda. Tenho as botas rotas, as meias ensopadas e as calças novas encharcadíssimas até ao joelho.
A garganta volta a doer-me e o nariz dá imediatamente sinal de si.
Passado um bocado, chega o meu pai com um saco de roupa e um saco com sapatos.
5 minutos depois de ele ir embora, brilha o sacana do sol como se não houvesse amanhã.
Sol o dia todo!
5 minutos antes de acabar o dia de trabalho, o São Pedro acha que eu já estava demasiado seca... então vá de mandar um segundo dilúvio diário.
Carrego-me com saco da roupa, saco dos sapatos, mochila do trabalho, mochila do almoço, guarda chuva velho e guarda chuva novo que o meu Pai levou.
Descubro que não passo nas portas do conservatório assim tão carregada.
Lá fora chove cada vez mais.
Fecho a secretaria, desço as escadas, armo o alarme, saio para a rua, fico molhada porque não consigo abrir o guarda chuva a tempo.
Tento trancar a porta.
A porta está inchada. É uma luta descomunal, com o peso todo nas costas e o saco dos sapatos a entrar para dentro dos dedos.
Acabo de fechar o conservatório, oiço "plim"!... A chave caiu ao chão, mas com a chuva que está não dá para ver nada.
Ao fim de um minuto, lá encontro a chave.
Começo a dirigir-me para o carro.
A meio caminho, oiço um segundo "plim"... o porta chaves parte-se de vez.
Baixo-me, equilibrando-me como consigo, quase sou levada pelo vento, agarro todas as chaves que se espalharam pelo chão.
Ao fim de 10 minutos chego ao carro.
Abro-o, descarrego a maior parte das coisas para o banco de trás, fecho o guarda chuva, entro para o meu lugar, fecho a porta, passo o guarda chuva por cima de mim para o colocar no lugar do passageiro, fico encharcada nesse processo, largo as chaves no banco do passageiro para tentar remediar os danos e vejo que perdi as chaves ao longo do caminho.
Mentalmente, insulto tudo e todos.
Ganho coragem, abro a porta e abro o guarda chuva para fazer o caminho de regresso até ao conservatório para encontrar as chaves.
Mal saio do carro, as chaves caem do guarda chuva. Tinham ficado lá presas.
Do mal o menos, penso, assim já posso ir para casa descansada.
Volto a entrar no carro, ligo o auricular, ponho a chave na ignição, já estou a pensar no lanche de quando chegar a casa.
Rodo a chave...
NADA.
A porcaria da ignição está encravada, o volante está encravado, o carro está encravado, nada funciona!
Confesso que aqui joguei a cabeça ao volante e chorei de raiva...
Ligo aos meus pais, ligo ao E., insulto este dia do inferno que nunca mais acaba, tranco o carro, destranco o carro, tiro a chave da ignição, ponho a chave na ignição, e nada!...
Quando finalmente desisto e peço ao E. para me ir buscar... eis que o carro pega de repente.
Levo 50 minutos a chegar a casa, pois entre o trânsito na EN125 e o azar que me perseguiu o dia todo, não arrisco nada...
Finalmente chego a casa.
Este dia não foi um dia.
Foi um século!

E venham-me lá dizer que o azar é da nossa cabeça...

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"Nosce te ipsum"

domingo, novembro 06, 2011

Posso praguejar, por favor?

 Imaginem  que:

  • vos dizem que as aulas de mestrado serão maioritariamente à segunda feira;
  • organizam o vosso horário para terem esse dia livre;
  • saem os horários de mestrado e vêem que as aulas são às 2f das 14h às 20h e às 3f das 14h às 22h (!!!!!!!!)
  • procuram comboios da CP que vos levem à universidade;
  • o último comboio que sai da Universidade rumo ao Algarve é às 19:40
  • pensam "ok, saio meia hora mais cedo, já que não há outro remédio"
  • chegam hoje à estação para comprarem os bilhetes e vos dizem: "esta semana é de greves, não há comboios, o último comboio que sai do Pragal é às 10:40 da manhã (!!!!!) e o comboio das 19:44 não existe, apenas funciona em Julho e Agosto" (que, vá-se lá saber porquê, são meses em que não há aulas...)
  • chegando a casa, procuram-se alternativas na Rede Expresso. O site está em baixo há 3 dias. 
  • como se isto tudo não bastasse, acabei de pagar ontem as propinas. Tudo para hoje descobrir que não me é viável assistir ao mestrado nestas condições. Bonito, não é???

Nem sequer está contemplada hora de Instrumento e Música de Câmara.
Para que disseram que ia ser maioritariamente à 2f se só vão começar as aulas às 14h e se na 3f vão até às 22h, por vezes até às 24h?

A sério, às vezes penso que não está destinado que eu faça mestrado nesta área...

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"Nosce te ipsum"

sexta-feira, setembro 30, 2011

E depois há surpresas destas...

É oficial. A minha casa de banho ficou com inveja da casa de banho da minha mãe.
Então como é, aquela inunda e eu não?? Espera aí que eu já te prego uma surpresa...
Vai daí a Rita hoje, ao sair do duche matinal, toda bem disposta como compete porque é dia de trabalhar (e queira Deus de receber!), põe o seu delicado pezinho no chão e ouve "chap-chap-chap" e pensa "mas que raio?..."

Nisto olha para o chão e BUUUUUUUUM! Inundação na casa de banho. Eram litros de água a sair do ralo, furiosamente, como se não houvesse amanhã...

Que bonito...

Abrimos a caixa da casa de banho para ver se conseguíamos perceber o que se passava e nada. Chegámos à conclusão de que o que se passou foi o entupimento a um nível bastante profundo dos tubos de escoamento.

Conclusão brilhante? Agora não podemos usar a casa de banho PARA NADA enquanto o canalizador não chegar...

Raio de início de sexta-feira!...


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"Nosce te ipsum"

quarta-feira, setembro 28, 2011

Mais uma coincidência destas e jogo no Euromilhões...

Um minuto tem 60 segundos.
Uma hora tem 60 minutos.
Um dia tem 24 horas.

Ora bem, isto dá 60*60*24, ou seja, 3600*24, ou seja, 86400 segundos num dia.

Qual a probabilidade de, no meio de tanto segundo, eu e o E. irmos a casa dos meus pais ver como estava tudo (porque a casa estava sem ninguém) e chegarmos lá 10 minutos, mais coisa menos coisa, após os canos terem rebentado? No preciso momento em que a banheira, estando cheia, estava apenas a começar a transbordar?

Foi mesmo a tempo de ir a correr desligar a bomba da água e ensopar tudo em toalhas, no rés do chão e primeiro andar, e limpar.

Felizmente não foi como antes do casamento, que esteve a água a correr 3 dias antes de alguém se dar conta. Aí sim, houve prejuízos e dois meses de atraso de vida...

Aqui, coincidência das coincidências, chegámos mesmo a tempo de evitar o pior. Agora é tratar de voltar a substituir tudo e deixar o tecto/chão secar. Outra vez.


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"Nosce te ipsum"

terça-feira, março 23, 2010

Para retomar o bom humor...

Nada como regressar a casa, pôr a mesa, ir jantar... e escaldar o antebraço na panela de pressão, que estava a escaldar, com um delicioso guisado de carne lá dentro.

Curiosidade ou não, foi a mão que há uns anos foi delicadamente torrada.

Não tens emenda, Rita, não tens emenda...

"Nosce te ipsum"

Rascunhos antigos