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sexta-feira, dezembro 09, 2011

Ainda sobre as portagens na A22

Esta é a A22: temos 10 pórticos de cobrança de portagens. Curiosamente a minha zona é a mais cara de todas (vá-se lá saber porquê!... até se anda tããããão bem na regional 125...)



Seja como for, quando se vai comprar o aparelhómetro para sermos roubados para pagarmos as portagens por via electrónica, dizem-nos que, enquanto moradores, temos direito a 10 viagens mensais sem pagar.

Faz-se um bocado de ginástica, mas ainda se consegue.

O problema chega quando se encontra o DL 111/2011 e se encontram algumas definições engraçadas, como por exemplo as seguintes:

"(...)
n) «Transacção» o conjunto de dados gerados num local
de detecção aquando da sua transposição por um veículo,
à qual corresponde uma taxa de portagem;
o) «Transacção agregada» a liquidação de uma viagem
realizada numa via portajada;
p) «Viagem» o percurso realizado num conjunto de um
ou mais sublanços das auto -estradas com um ou mais pórticos
instalados, a que correspondam taxas de portagem real
que o sistema de cobrança existente possa identificar, de
uma forma coerente e integrada, por referência a um dado
limite de tempo adequado, por uma determinada viatura
entre a sua entrada e a sua saída das auto -estradas.  (...)"

Ficamos a pensar... tudo bem... viagem, transacção, transacção agregada... tudo termos muito bonitos, mas para que servem?

E aí, senhores meus, chega a cereja no topo do bolo.

O que o decreto lei 111/2011 diz é o seguinte:


"Artigo 4.º

Isenções e descontos na cobrança de taxas de portagem

1 — Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo 14.º,
as pessoas singulares e as pessoas colectivas que tenham
residência ou sede na área de influência das auto -estradas
referidas no artigo anterior:


a) Ficam isentas do pagamento de taxas de portagem
nas primeiras 10 transações mensais
que efectuem na respectiva
auto -estrada;

b) Usufruem de um desconto de 15 % no valor da taxa de
portagem aplicável em cada transacção que não beneficie
da isenção prevista na alínea anterior."


Ou seja, uma vez mais fomos enganados. Mentiram-nos com todos os dentes. Prometem uma coisa e fazem outra.

Eu já pago para trabalhar, com estes preços então o que vou fazer? Nem que tivesse um terceiro emprego!...

Só me apetece gritar de revolta e criar um movimento qualquer intitulado "senhores políticos por favor venham ao Algarve mas pela Regional 125" ou coisa no género.

IDIOTAS! (para não chamar pior, que mal ou bem isto é um sítio público...)

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"Nosce te ipsum"

quinta-feira, dezembro 08, 2011

"&%/$?#)$(/%&!"#/$%/%(#)""%!!!!!!!!!

Em adenda a isto...















Eu até os mandaria roubar para a estrada, mas parece que já o fizeram...

GATUNOS!


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"Nosce te ipsum"

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Agradecimento!

Do fundo do meu humilde coração, quero deixar um sentido e reconhecido agradecimento ao Estado Português que a partir de 5ª feira me vai fazer pagar mais 20 euros por semana (mais coisa menos coisa) para poder ir trabalhar!

Muito obrigada por me mostrarem de forma tão clarividente onde posso investir o meu tão abundante dinheiro: na fantabulástica A22.

Acho inclusivamente muito justo o preçário ser tão diferente entre si. Na realidade, que outra opção haveria se não taxar ao máximo cerca de 17 km em que é impossível circular na Estrada Regional 125? Troço em que em apenas 5 km existem 7 rotundas e onde a velocidade média de circulação ronda os 30/40 kh/h... Claro que justifica pagar 2 euros e tal por esse troço!!

Obrigada por me tirares a única alternativa viável à Via do Elefante. Na REGIONAL 125, é impossível andar. Entre traços contínuos, rotundas, vilas e lugares e domingueiros, a velocidade média de circulação é entre os 40 e os 65/70 kmh, sendo que quando temos possibilidade de ir a 70 até os pelinhos do nariz se agitam de tão rápido que vamos...

Vou ficar tão mais feliz com menos estes euros semanais na carteira e por pagar para ter de ir trabalhar...

(O revoltante nesta situação é que de facto NÃO HÁ outra alternativa à A22, digam o que disserem!)

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"Nosce te ipsum"

Rascunhos antigos