Sinto-me com a minha vida em suspenso.
Continuo à espera de ser colocada. Tinha tantas certezas de que na sexta-feira iria receber o tal telefonema que espero desde inícios de Setembro, e afinal ainda nada. Não sei o que se possa passar, e nem quero por a hipótese de não conseguir ficar colocada.
Tenho de conseguir.
Quero finalmente desencravar a minha vida, voltar a ganhar o meu ordenado (que trabalhar apenas 10h por semana não dá para nada), poder pagar o meu mestrado, poder finalmente inscrever-me num ginásio, ou ir para aulas de dança, ou simplesmente poder ir jantar fora se me apetecer.
Sou fútil?
Não sei, talvez seja.
Mas sei que estou farta de esperar, e esperar para mim não é fácil. Sou extremamente ansiosa, muito mesmo. Tenho feito um esforço sobre-humano para não pensar que há qualquer outra história por trás disto, mas começa a ser cada vez mais difícil.
Não vou mentir, estou preocupada, há já duas noites que não durmo e só pode ser preocupação inconsciente.
É preciso esperar, é sempre preciso esperar, mas quando formos colocados já nada se pode esperar e toca de trabalhar no Natal, na Páscoa, no Carnaval, porque os alunos não podem ficar sem as aulas. E se for como no ano passado que não pudemos dar mais aulas depois de 8 de Julho, não sei não. Acho que vou acampar na escola...
As ondas batem nas rochas e quem se lixa é o mexilhão. Sempre, sem excepção.
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Continuo à espera de ser colocada. Tinha tantas certezas de que na sexta-feira iria receber o tal telefonema que espero desde inícios de Setembro, e afinal ainda nada. Não sei o que se possa passar, e nem quero por a hipótese de não conseguir ficar colocada.
Tenho de conseguir.
Quero finalmente desencravar a minha vida, voltar a ganhar o meu ordenado (que trabalhar apenas 10h por semana não dá para nada), poder pagar o meu mestrado, poder finalmente inscrever-me num ginásio, ou ir para aulas de dança, ou simplesmente poder ir jantar fora se me apetecer.
Sou fútil?
Não sei, talvez seja.
Mas sei que estou farta de esperar, e esperar para mim não é fácil. Sou extremamente ansiosa, muito mesmo. Tenho feito um esforço sobre-humano para não pensar que há qualquer outra história por trás disto, mas começa a ser cada vez mais difícil.
Não vou mentir, estou preocupada, há já duas noites que não durmo e só pode ser preocupação inconsciente.
É preciso esperar, é sempre preciso esperar, mas quando formos colocados já nada se pode esperar e toca de trabalhar no Natal, na Páscoa, no Carnaval, porque os alunos não podem ficar sem as aulas. E se for como no ano passado que não pudemos dar mais aulas depois de 8 de Julho, não sei não. Acho que vou acampar na escola...
As ondas batem nas rochas e quem se lixa é o mexilhão. Sempre, sem excepção.
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