Reiki.
Confesso que não acreditava muito nisto. Pelo menos até o E. apenas através das mãos me ter curado uma dor de cabeça.
Comecei a pesquisar um pouco.
Pelo que até agora percebi, está ligado aos chakras de cada um de nós, e ando a aprender a activar os chakras das minhas mãos (nem sei se é assim que se diz). A verdade é que uns quantos exercícios depois, sinto um calor estranho a emanar das mãos; acho que tenho é de aprender a controlar melhor a respiração, é capaz de ajudar um pouco.
Neste sítio mostram alguns destes exercícios. Sei que muitos de vocês se calhar não acreditam nisto, mas eu acredito em muitas destas coisas mesmo. Porque muitas acontecem comigo. Não vou começar a falar disto aqui agora, se não ainda me mandam para o Júlio de Matos, mas garanto-vos. Não digam que uma coisa não existe apenas porque não a podem ver, ou sentir... eu vejo, sinto, experencio na minha própria pele, e isso fez-me ganhar um certo respeito por certas artes "não científicas", "não ocidentais"....
O Reiki rege-se por 5 princípios diários. São eles:
Hoje não me zango nem me irrito
Hoje não me preocupo
Hoje sinto-me grato por tudo o que me rodeia
Hoje vivo e trabalho honestamente e alegro-me com o que faço
Hoje serei bondoso com todos os seres vivos
Há mais informação aqui, aqui (um livro de download livre) e aqui.
Ontem a médica onde fui disse-me que tenho de aprender a relaxar. Mudar a minha forma de pensar. Não pensar que "tenho" de acabar a licenciatura este ano (porque "ter" traz stress), mas sim "quero" acabar este ano. Ela tem razão. Ando a pensar de maneira errada há muito tempo.
Devia estar a estudar, mas agora não consigo.
Na segunda feira passada, estava de férias. A meio da tarde, fiz uma pausa no estudo e fui com o E. ao Jardim Público de Évora. Sentámo-nos num banco, à sombra, a comer o primeiro gelado do ano. Fechei os olhos, senti a brisa, ouvi os pássaros, aconcheguei-me no seu abraço. E comecei a pensar.
Este é o 8º ano que estou em Évora a estudar na Universidade.
Fui sempre tão burra... não aproveitei nem 70% do que a vida universitária tinha para me oferecer. Era casa-escola, escola-casa. Era raro ir jantar fora com amigos. Era raro não ir directa para casa estudar que nem uma doida. Era raro ir a jantares de curso. Era tudo raro.
Hoje olho para trás e arrependo-me. Estou a terminar a minha segunda licenciatura como trabalhadora-estudante. Foi preciso perder a possibilidade de ter uma vida calma e relaxada (porque ninguém morre se deixar uma cadeira para trás, mas aos 17 e 18 anos eu não sabia isso... só sabia que tinha que estudar, estudar, estudar, estudar, estudar...) para poder apreciar a beleza de uma tarde (vá, foram só 30 minutos, mas vocês percebem a ideia...) no jardim, à sombra, à beira do lago, sentindo toda a energia positiva que emanavam os patos, os cisnes, as flores, os grupos de amigos deitados na relva a estudar... e só me apeteceu chorar.
Fui tão burra... perdi tanto... não falo das discotecas ou das bebedeiras a que os meus colegas (nem todos, atenção) se sujeitavam. Nunca tive paciência para essas coisas. Mas... sair de casa, ir passear ao jardim, sentir o Mundo que me rodeava... nunca o fiz...
Agora que o quero fazer, já passou a oportunidade. Estou em Évora uma noite por semana, que é "gasta" (não é a palavra certa, porque adoro música de câmara) nos ensaios para as aulas de 3f. E acabao 3f, venho directa para o Algarve.
Agora, nada há a fazer... mas talvez este post, no caso muito improvável de ser lido por alguém que vá agora para a Universidade, possa "aconselhar" alguém... há coisas que NUNCA devemos descurar só porque temos uma frequência. O Mundo e a Natureza existiam antes das frequências e exames, e se reprovarmos a um deles... paciência, a vida continua. Temos que dar o nosso melhor, mas chegar onde eu cheguei, só casa-escola, escola-casa, não é saudável para ninguém...
E não sei como o que começou por ser uma partilha de informações sobre Reiki acabou por ser mais um desabafo... isto hoje vai lindo vai...
"Nosce te ipsum"
Há 4 semanas


