Amor eterno...

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domingo, dezembro 18, 2011

E mais uma realização espantástica...








"Nosce te ipsum"

quarta-feira, dezembro 07, 2011

A Secretária deseja um Feliz Natal

Há muitos muitos anos atrás, ofereceram-me um CD de uma banda nova. Silence4.
Por qualquer razão, o CD ficou fechado durante 2 anos.
Mas quando o abri, apaixonei-me por esta voz, por esta intenção, por esta expressão, por esta musicalidade, por esta música.

Por isso hoje, com o meu cantor favorito, a Secretária deseja a todos os leitores boas festas.

Claro, na companhia de quem mais amam e quem mais querem com vocês!












"Nosce te ipsum"

domingo, outubro 30, 2011

Já vos disse...

... que a adoro ouvir a minha irmã a bombar no piano?
O raio da miúda está a tocar cada vez melhor, e hoje a ouvi-la até me vieram as lágrimas aos olhos.

Foi com a seguinte obra que ela me emocionou.




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"Nosce te ipsum"

quarta-feira, outubro 05, 2011

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Porque não se perde nada em partilhar...



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"Nosce te ipsum"

segunda-feira, maio 31, 2010

Do fim de semana (e da síndrome de segunda de manhã...)

Ui... Há tanto por contar!!! É que fins de semana como o que eu tive não há muitos, não. Foi espectacular.

Sim, sim, eu sei, é um post mete-nojo e tal e tal, mas aqui a Rita também tem direito aos seus momentos de "futilidade" e de registar para a posteridade o quanto este fim de semana a marcou. Quem não quiser ler.... ora bem, porta da rua serventia da casa! (neste caso, cruzinha branca em quadrado vermelho no canto superior da janela serventia do blog) :p

No Sábado tive uma sessão de estudo FAN-TÁS-TI-CA! Consegui estar 3 horas, mais coisa menos coisa, de roda de 3 nocturnos de Chopin. A sensação de estar a fazer música é algo incrível, e a sensação de estar a melhorar e me reconhecerem pela 2ª vez talento ainda melhor. Não me entendam mal, não me estou a gabar, quem me conhece sabe que eu sou tudo menos gabarolas, é algo que eu não suporto (e um dos maiores "corta-interesse" em qualquer tipo de pessoa); simplesmente, se lerem o meu blog para trás, vão perceber a minha paixão por piano, por música, por tocar, por me expressar. E durante muito tempo, ouvi sempre a mesma cantilena que não adianta reproduzir aqui. Começar agora a ouvir uma cantilena diferente é sem dúvida música para os meus ouvidos... sabe bem, e motiva ainda mais. Sinto-me com força para acabar isto, sei que vou acabar isto, sei que sou capaz. Ainda hoje o meu pai me dizia que eu não me dou conta das coisas que sou capaz de fazer, por estar a trabalhar a tempo inteiro e ainda assim tirar uma licenciatura sem deixar nada para trás e com as notas com que tenho estado a tirar (ainda na 5ª feira saiu mais um 17 na "rifa", a uma disciplina à qual nem sequer posso ir por não ter horário. Não fosse a minha vontade de estudar e a grande e preciosa ajuda das Aninhas e do Musicólogo, não sei como seria para ter apontamentos...). Eu não me sinto assim tão especial, a sério. Faço a minha obrigação. Trabalho para ganhar dinheiro. Pago para estudar, por isso tenho que estudar. Ponto. Não me parece uma equação difícil. E quando se gosta do que se estuda... nem que eu trabalhasse 12 horas por dia, sei que haveria de arranjar maneira de fazer isto que tanto gosto. Sinto-me determinada. O último exame é dia 14 de Julho. Aliás, os dois últimos exames, porque vou fazer Piano V e Piano VI no mesmo dia, para depois gozar umas merecidíssimas férias. Entrei na Universidade há 8 anos e ainda não parei. E não vou parar. O próximo passo há de ser mestrado, só que ainda não sei muito bem onde nem como. Mas hei de arranjar uma solução. Parar de estudar é que nunca. Fui, sou e serei estudante a vida inteira.

Ora bem, depois de um estudo fantástico, que me correu como há muito não me corria, tive uma tarde de sonho com o E.

Fomos ao Forum, lanchámos, fomos ao cinema (onde fomos atendidos por uma rapariga 5*, super simpática e boa onda, que se fartou de brincar connosco por sermos músicos... bem gostava de ser sempre atendida assim!!!! Gostava de saber o nome dela para poder deixar tipo uma notazinha aos patrões dela para que a aumentassem, foi mesmo altamente... sim, que as notas não podem ser só para reclamar de maus atendimentos! Quando uma pessoa faz um bom trabalho, também deve ser recompensada).

Fomos ver "Juventude em Revolta".













Confesso que não dava muito pelo filme, parecia-me apenas mais uma comédia de adolescentes.
Mas a partir do momento em que o rapaz de 16 anos cria um alter ego irritante e incendeia meia Berkeley só para poder estar com a rapariga.. bom, não vos digo nada. Valeu mesmo a pena e recomendo o filme a quem quiser dar umas boas gargalhadas!

Depois jantámos e ficámos quase duas horas simplesmente a apreciar o forum, a ver as pessoas, a conversar, ou a ouvir o silêncio um do outro... epá... sem palavras.

Quanto a domingo, não foi tão bom quanto o sábado por uma simples razão.

Fui com a minha família ao Teatro das Figuras, em Faro, ver a Companhia Nacional de Bailado numa homenagem aos Ballets Russos.

E aqui começa o engano... eu pensava que ia ver uma companhia russa de ballet, e não a Nacional de Bailado a homenagear os russos. Mas até aí tudo bem...

O problema é que a Companhia não estava no seu melhor. Os enganos eram visíveis até para quem pouco percebe de ballet. Para mim, não ajudou o facto de ser mais dança contemporânea do que propriamente ballet clássico, que é o que gosto. Mas até houve coisas interessantes.

O espectáculo durou cerca de 2h, com intervalo de 15 minutos.

Na primeira parte, um ballet com argumento, canto e música de Stravinsky, chamado "As Bodas". Numa palavra: SECA. Seca pela música, pelo canto que lembrava a agonia e pela própria coreografia. Numa boda deveria haver alegria, certo?... aparentemente não. E o que me entristeceu mais, por assim dizer, foi ver a companhia nacional toda dessincronizada. Foi mesmo pena. Reconheço que a coreografia era extremamente cansativa, e que era o 3º espectáculo deles, mas há erros que prejudicam a percepção final do público sobre o espectáculo apresentado, e para mim esse foi um deles; para já não falar de quando dois dançarinos solistas que deveriam fazer os movimentos exactamente iguais trocaram os passos todos e vai um para a esquerda, outro para a direita, depois o conjunto engana-se no número de saltos que têm que fazer... Decididamente a pior apresentação do espectáculo...

A segunda peça da primeira parte foi o que salvou tudo. "Prélude à l'aprés-midi d'un faune", Debussy.
Dois solistas em palco. Uma dança erótico-sexual, em que a pessoa se esquece que está a ver humanos. Os dançarinos era de uma leveza extraordinária, expressões faciais incríveis, fundidos totalmente com a música, era um todo. Música, dançarinos, o único adereço em cima de palco (um sofá) que parecia ser uma extensão dos próprios dançarinos... 10 estrelas sobre 10, sem dúvida absoluta. Uma agilidade, uma leveza, umas expressões, uns movimentos... fascinaram-me completamente, sem palavras. Seria preciso ver para entender.

Quanto à segunda parte, "A Sagração da Primavera" de Stravinsky. Também não me encantou. Foi uma primavera muito... "neutra". Homens e mulheres vestidos com os mesmos fatos cor de pele, pedras atiradas para o palco à mistura... ballet contemporâneo mas que não me fascinou. Nem um bocadinho.

Como eu já de mim não gosto muito de Stravinsky... só tenho a dizer que se soubesse ao que ia, não tinha ido. Ponto final. Salvou-se o Debussy (e eu que pensava que nunca mais conseguiria ouvir aquilo depois de Análise II... wrong, Rita, wrong!) de todo o espectáculo.

E agora perguntam vocês "então e no título da postagem falavas da síndrome de segunda de manhã?"

Sim...

É que ontem tive uma bruta de uma insónia, não conseguia adormecer, acordei a meio da noite e hoje estou sem energia para enfrentar uma semana de trabalho... ai ai...

Não há de ser nada!

Bem, desculpem lá este post longo, nem sei se o terão lido todo, mas pronto. Queria registar o quão fantástico este fim de semana foi. Por que não podem ser todos assim???




"Nosce te ipsum"

terça-feira, maio 25, 2010

YEES!

Epá... tive uma aula tão boa, tão boa tão boa que me apetece gritar de felicidade e de dizer a quantos me deitaram abaixo: TOMA E EMBRULHA! vAI BUSCAR!

Batemos o concerto de início ao fim e ainda ouvi "parabéns! Está sem dúvida melhor, muito melhor".

Foi uma sensação única tocar assim um concerto para piano e orquestra, do início ao fim, como um todo, fazendo as variações todas, brilhando onde era necessário, sendo expansiva onde a música pedia, sendo lírica e terna quando sentia que era isso o meu dever...

Não há sensação para descrever a minha alegria.

São momentos assim que me fazem querer tocar mais e mais e mais e mais e mais.

E se por acaso certos visitantes passarem por aqui, já têm novidades para contar. Venham eles da Rússia, do berço da nação, de Faro, de Carnaxide.. é-me indiferente.

Neste momento estou tão contente, tão realizada, que por vocês só consigo sentir pena, por não terem vida própria e terem de vir aqui buscar novidades...

Estou feliiiiiiiiiiiiiiiiiz!




"Nosce te ipsum"

quarta-feira, maio 19, 2010

E porque ainda há momentos de felicidade....

Quem me conhece, sabe que não sou dada a festas. Mas à festa do meu curso, como era a última, quis ir. E foi espectacular.

Talvez seja um post mete-nojo, mas queria partilhar com vocês algumas fotografias de uma noite espectacular... =)





























 
"Nosce te ipsum"

sábado, maio 15, 2010

Dia 07 - Uma canção que te lembra um acontecimento

!ª Arabesque de Claude Debussy. Lembra-me o meu primeiro exame de piano.
"Le petite Chevalier", Schumann, lembra-me a minha primeira audição em Espanha.
E ainda mais para trás, "old macdonals had a farm", numa versão muito simplificada, que toquei na primeira audição da minha vida, com 5 anos de idade. Estava tão nervosa que nem me lembrava onde ficava o dó central...

"Nosce te ipsum"

segunda-feira, maio 03, 2010

Dia 03 - Uma canção que te põe feliz

Eu avisei que não conseguia restringir-me a uma...

Aquela muito fixe do Jason Mraz (é assim que se escreve?), que cheira a acapamentos na ilha de tavira à volta de uma fogueira, em que ele faz um dueto não sei com que rapariga, e é tudo muito bonito (lamento, nao tenho aqui youtube para procurar o nome certo da música lol);

Uma que começa assim "Close your eyes and I'll kiss you, tomorrow I'll miss you";

Uma brasileira que canta "Beija eu, beija eu, beija eu me beija"

(epá, não me lembro de título nenhum, querem que vos faça o quê???)

Ainda há mais umas, mas vou guardar para o dia da música que quero no meu casamento lol!


"Nosce te ipsum"

sexta-feira, abril 30, 2010

Dia 01 do Desafio Musical

01 - Qual a tua música favorita?

Ora bem... acho que é impossível restringir-me a uma... Vou escolher umas quantas, pode ser?

- David Fonseca, "It's just a dream"
 - David Fonseca, "Sing me something new"
- Righteous Brothers, "Unchained Melody"
- Abba, "I'm just a girl"
- 3ª Balada de Chopin
- Barcarola de Chopin
- "Harpa Eólica", Chopin

Bem... tenho tantas mais... mas acho que as vou guardar para o resto do desafio musical! lol.

"Nosce te ipsum"

quinta-feira, abril 29, 2010

Mais um desafio...

Encontrei este desafio no blog da C., e achei tão engraçado que resolvi trazer para aqui. Não sei se conseguirei fazer isto em 20 dias, o tempo anda escasso, mas pelo menos sempre é uma distracção. Consiste em dizer uma música por dia que tenha uma determinada característica.
Passo este desafio a TODOS os seguidores do blog, TODOS os visitantes que por aqui passam, e TODOS aqueles que, como eu, pura e simplesmente acham isto engraçado. Peguem-no, levem-no, é vosso.

Dias do Desafio


Day 01 - A tua canção favorita


Day 02 - A tua canção menos favorita


Day 03 - Uma canção que te põe feliz


Day 04 - Uma canção que te põe triste


Day 05 - Uma canção que te lembra alguém


Day 06 - Uma canção que te lembra um lugar


Day 07 - Uma canção que te lembra um determinado acontecimento


Day 08 - Uma canção que te faz dançar


Day 09 - Uma canção que te faz adormecer


Day 10 -Uma canção da tua banda favorita


Day 11 - Uma canção que ninguém esperaria que gostasses


Day 12 - Uma canção que te descreve


Day 13 - Uma canção do teu álbum favorito


Day 14 - Uma canção que ouves quando estás zangada


Day 15 - Uma canção que ouves quando estás feliz


Day 16 - Uma canção que ouves quando estás triste

Day 17 - Uma canção que queres que toque no teu casamento


Day 18 - Uma canção que queres que toque no teu funeral


Day 19 - Uma canção que te faz rir


Day 20 - A tua canção favorita deste último ano

Como eu não sou muito boa da cabeça, e como a maior parte do que conheço é clássico, e como tenho graves problemas em escolher apenas uma... existirão categorias em que será possível ver uma "salganhada" de canções, obras clássicas e por aí fora, tudo misturado num género de "tudo ao molho e fé em Deus". Assim como a minha cabeça, vocês sabem, conhecem-me...

Agora vou só até ali começar a pensar na canção do dia 1...


"Nosce te ipsum"

quinta-feira, abril 15, 2010

Foi...

Foi mesmo um bom dia.

Também já merecia... Depois da semana estranha e difícil que tive, em que mal respirava, já precisava de um bom dia como o de hoje =)

Dei-me conta de uma coisa altamente.

Estava com dúvidas em relação ao meu tempo de programa para Piano VI. Não sabia se ainda ia ter de estudar mais um nocturno, ainda tinha de contabilizar todos os minutinhos das peças todas que vou apresentar.

Boa notícia das boas notícias tenho tempo mais que suficiente! 37 minutos de música, mais pausas. Mais que suficiente para recital final de licenciatura.

Fiquei tão contente... é que isso significa que tenho o programa para Piano V e VI todo lido. Daqui até Julho é estudar que nem uma "cadela".

Mas uma coisa vos garanto: vou conseguir. Não tenho medo de lutar e esta sensação de estar a um passo de acabar a licenciatura dos meus sonhos...

A sério, é uma alegria que não consigo colocar em palavras. Saber que estou a um passo, poucos meses apenas, de completar mais um sonho.

O que tenho lutado por esta licenciatura ninguém imagina. Já ouvi de tudo, que não ia conseguir, que ia ser uma perda de tempo, que não aprenderia nada. E muitas mais coisas que me apetece escrever aqui mas por causa de certos visitantes talvez seja melhor não.

Mas isto vou dizer: a minha licenciatura em Instrumentista será uma realidade, e bem mais rápido do que certas pessoas imaginam ou sequer desejam.

Não vou deixar nenhum exame para Setembro (desde que mo deixem, obviamente... torçam por mim!).

E com isto vou finalmente ter tempo para mim.

Tempo para namorar. Tempo para sair do emprego e ir beber uma imperial. Tempo para começar a aprender violoncelo. Tempo para fazer yoga ou reiki. Tempo para transcrição musical. Tempo para ir dar longos passeios depois de trabalhar. Poder ir nadar sem estar a contar os minutos porque a hora de almoço está a acabar. Tempo para chegar a casa e poder ir ajudar a regar a horta (coisa que não faço há anos!).

Tempo para mim...

Apenas isso, nem preciso de mais nada, apenas isso me dá força para estudar que nem uma doida.

E farei isto. Será mais um desafio superado.

Longa vida aos meus inimigos para que assistam às minhas vitórias de pé!

"Nosce te ipsum"

sexta-feira, abril 09, 2010

Constatação do dia

A ouvir o Concerto para Violoncelo de Dvorak interpretado pela fantástica Jaqueline Du Pré, a inspiração para a história voa!

E a minha decisão acentua-se cada vez mais. Um dia vou aprender violoncelo!

"Nosce te ipsum"

sábado, março 27, 2010

E de repente... (este texto está também no meu outro blog)

E de repente...
Fecho os olhos. Inspiro profundamente e obrigo-me a esquecer do mundo que me rodeia. Concentro-me apenas no bater do meu coração.
Em meu redor, uma sala cheia, um burburinho imenso, conversas cruzadas, uma tosse e um espirro, talvez um bebé a chorar.
Mas fecho os olhos e concentro-me.
Na minha cabeça, vou eliminando todos os sons. Penso na minha respiração, nos músculos que se contraem e se expandem cada vez que inspiro e expiro. Forço-me a visualizá-los.
Eis que já não oiço o bebé a chorar de fome e de sono.
Penso no meu coração, forço-me a olhar para ele enquanto trabalha mecanicamente.
Eis que já não oiço o senhor idoso a tossir nem aquela mulher grávida a espirrar.
Fecho os olhos e obrigo-me a encontrar aquele silêncio, a aniquilar aquela sala enorme, cheia de público.
Aos poucos, o negro silêncio vai cobrindo aquele espaço tão iluminado e tão barulhento.
Devagar. Eis que estou a chegar ao meu mundo. O burburinho ainda está lá, mas em mim vai-se esbatendo devagar e aos poucos.
Continuo a pensar na minha respiração. No meu coração. Obrigo-me a visualizar de antemão todos os movimentos que as minhas mãos vão fazer. Penso no que quero transmitir.
Inspiro lentamente e expiro lentamente. As conversas cruzadas já não me afectam.
Na minha mente, que atingiu o silêncio que eu tanto procurei, nascem novos sons. Nasce o que vou tocar.
Inspiro uma vez mais.
A sala está agora completamente muda, completamente calada.
Ao silêncio que nasceu ali, junta-se o apagar lento das luzes.
De repente, existo só eu.
Eu e o meu instrumento.
Tudo está calado, mudo, silencioso, expectante.
E de repente...
Como se já não fosse eu, mas sim alguém a guiar-me...
O silêncio é deliberadamente rompido, alguém pega nas minhas mãos e fá-las tocar.
E um novo silêncio, diferente, nasce naquele espaço.
Um silêncio apenas marcado pela minha música.
Sim... estou em silêncio... interpreto... estou em silêncio e em paz comigo mesma.
E quando acabo e a ovação do público é estrondosa, continuo a nada ouvir.
Estou no meu mundo, estou ainda a gozar a música, apenas essa ecoa na minha cabeça.
Tudo o resto é um filme mudo.



"Nosce te ipsum"

sexta-feira, março 26, 2010

E o seu silêncio imposto foi vencido!

A 26 de Março de 1827 morreu um dos maiores génios da Música Erudita. Beethoven.

E por sinal um dos meus compositores favoritos.

As suas obras, quaisquer que sejam, são autênticos monumentos, autênticos pedaços do património cultural mundial da Humanidade.

Há génios neste mundo, almas evoluídas, seres que são de facto superiores ao resto dos mortais, e este homem foi um deles. Pensem na sua última sinfonia, escrita no mais avançado estado de surdez.

Há silêncios impostos que são vencidos; o ser humano tem uma capacidade de se superar incrível. Ele não precisava da audição... bastava-lhe a sua inteligência musical, o seu instinto, a sua intuição.

Dotar de palavras de Schiller a sua última sinfonia. Um grito pela liberdade, pela igualdade dos povos.

"O resumo de sua obra é a liberdade," observou o crítico alemão Paul Bekker (1882-1937), "a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida" (in Wikipedia).

Rompeu a barreira entre conteúdo e forma. A música tem um conteúdo, é mais que apenas uma forma, é mais que esqueleticamente uma sinfonia. É sim uma sinfonia completa, abrangente, que por intermédio das palavras diz a todos o que realmente se passava na cabeça e alma do compositor.

Mais tarde, isto transformar-se-á na "Obra de arte total" de Wagner; creio que a Nona de Beethoven é um bom começo, um bom início... ou uma boa consagração. Mais do que as óperas anteriores, em que importava o texto; mais que as sinfonias anteriores, em que importava a música per se. A nona junta o melhor das duas áreas, e é catapultada para o sucesso. Poesia e Música reencontram-se, quais irmãs perdidas durante muito tempo, e são tratadas com igual importância.

Como não reconhecer este homem como génio, como revolucionador da música? Escreve para si. Segundo as suas regras. Como não o admirar?

E é caso para dizer... se o silêncio apenas aparece em nós quando morremos, Beethoven venceu realmente a morte e o silêncio... e continua tão presente entre nós como quando estava vivo.

Pode fazer hoje anos que ele morreu... mas que continua vivo, continua...



"Nosce te ipsum"

quinta-feira, março 25, 2010

Hoje sinto-me....

Romântica. Feliz. Bem disposta. Alegre.

No caminho para o trabalho, liguei a Antena 2. Marta Argerich interpretava a primeira balada de Chopin, em Sol menor. Era uma gravação de 1959, ainda antes de ela ser internacionalmente reconhecida.

Confesso que foi o início de dia perfeito... A estrada estava deserta, o dia cinzento não me fez diferença, conferiu um certo mistério ao que me rodeava. As árvores pareceram-me mais belas que nunca, ao som de Chopin. Ao som da musicalidade e interpretação fabulosas de Argerich. Meu Deus... quanta profundidade em cada nota! Quanta emoção, quanto carinho, quanto desespero, quanta alegria...
Despertou em mim sentimentos que não sei descrever... mas acho que assim é porque eu não sei viver sem música, sem piano, sem tocar, sem interpretar... e comovo-me quando oiço algo tão belo e que fala tão dentro de mim como aquela balada. Não é à toa que um dia hei de a tocar...

Com este fundo musical, pensei em tudo, em todos, no que me rodeia, no amor que sinto pela Natureza, pela minha Família, pelos meus amigos.

Senti-me parte de tudo e de todos, como se a minha alma tivesse saído de mim e se tivesse fundido com o resto do mundo.

Foi fantástico.

Talvez este seja um post lamechas, I don't care.

Sinto-me feliz, alegre, bem disposta, amorosa, carinhosa, contente... e sim, romântica, porque hoje faz 11 meses que comecei a namorar.

Tudo em mim hoje é amor e boa disposição, felizmente aquele mau humor de ontem desapareceu!

E isto à conta de ter ouvido Chopin, a caminho do trabalho, numa estrada deserta e debaixo de nuvens cinzentas... Love it!

"Nosce te ipsum"

quarta-feira, março 24, 2010

Da Lista - Update

E o ponto 93, comprar o último CD do David Fonseca, "Between waves", já foi realizado.

E A-DO-REI o bendito CD! =)

"Nosce te ipsum"

domingo, março 14, 2010

A Secretária da Rita recomenda vivamente...

Miguel Sousa, setubalense, amigo e pianista de muito valor.
Vamos todos apoiá-lo!





"Noscete ipsum"

Altamente!!!!!!!

Estava eu a tomar o meu pequeno almoço, constituído por café gelado e torradas esturricadas quase em carvão, quando decidi explorar a possibilidade de traduzir o blog através daquele botãozinho muito engraçado que diz translate.

Sabem o que descobri?

Não?

Ninguém quer tentar adivinhar?..

Oh,.. vá lá... é fááááááácil!!!


Descobri que o blog pode ser traduzido para RUSSO e UCRANIANO!!! Altamente!!!

É que até lhes põe os caracteres do alfabeto deles!!

Que fixe!!!

"El amico russo" não terá mais problemas em entender o que por aqui eu digo!!

É que estou mesmo contente!!

E bem, já vos informei de tal facto, vou só até ali estudar os Nocturnos de Chopin!

Beijinhos e abraços e um domingo maravilhoso para todos vocês!!


"Noscete ipsum"

domingo, dezembro 07, 2008

Como irritar um Maestro:

1. Nunca estar satisfeito com o tom da entrada. Se o maestro usar um diapasão, insistir na preferência pelo piano - e vice versa.

2. Queixar-se da temperatura da sala de ensaio, da iluminação, da falta de espaço ou das correntes de ar. É melhor fazer isto quando o maestro está sob pressão.

3. Enterrar a cabeça na partitura mesmo antes de uma deixa importante.

4. Pedir uma nova audição ou uma mudança de lugar. Pedir frequentemente. Dar a impressão de que se está prestes a desistir. Fazer com que o maestro saiba que se está ali como favor pessoal.

5. Limpar ruidosamente a garganta durante as pauses (os tenores estão treinados para fazer isto desde nascença). Interlúdios instrumentais calmos são uma boa oportunidade para assoar o nariz.

6. Muito tempo após uma passagem, perguntar ao maestro se o Dó natural estava afinado. Isto é particularmente eficaz se não se tiver um Dó natural ou se nem sequer se estava a cantar na altura.

7. Esperar bastante tempo após o início do ensaio para dizer ao maestro que não se trouxe nenhuma partitura.

8. Em momentos dramáticos da peça (quando o maestro estiver bastante emocionado) ocupar-se a marcar a partitura, para que o clímax soe vazio e desapontante.

9. Olhar frequentemente para o relógio. Agitá-lo com cepticismo, ocasionalmente.

10. Sempre que possível, cantar uma oitava acima ou abaixo do que está escrito. Isto é um excelente treino auditivo para o maestro. Se ele der por isso, negar veementemente e dizer que ele devia estar a ouvir os harmónicos.

11. Dizer ao maestro: "Não estou seguro(a) em relação à pulsação." Os maestros são muito sensíveis em relação à sua técnica de marcação de tempo, portanto há que desafiá-lo frequentemente.

12. Se se estiver a cantar numa língua pouco familiar para o maestro, colocar-lhe tantas questões quanto possível acerca do significado de palavras individuais. Ocasionalmente, dizer duas vezes a mesma palavra e perguntar ao maestro a sua preferência em termos de pronúncia, assegurando-se de ter pronunciado exactamente do mesmo modo das duas vezes. Se o maestro não detectar nenhuma diferença, olhar com total desdém e murmurar qualquer coisa acerca de "subtilezas de inflexão".

13. Perguntar ao maestro se ele ouviu a gravação de Bernstein da peça que se está a ensaiar. Sugerir que ele poderia aprender uma coisa ou duas ao ouvi-la. Também é bom perguntar: "Esta é a primeira vez que dirige esta peça?"

14. Se o fraseado diferir da dos outros coralistas, persistir obstinadamente na nossa versão. Não perguntar ao maestro qual a versão correcta até estarem nos bastidores, mesmo antes do concerto.

15. Durante uma pausa longa e significativa prolongar a nota durante mais um segundo ou entrar uma pulsação antes do fim da pausa.

16. Não esquecer: mais piano significa mais lento!

Rascunhos antigos