Amor eterno...

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quarta-feira, novembro 09, 2011

Friozinho na barriga

E não é que é já na próxima segunda feira que começo a ter aulas com este senhor?
Não há de uma pessoa ter friozinho na barriga, não...

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"Nosce te ipsum"

domingo, outubro 30, 2011

Já vos disse...

... que a adoro ouvir a minha irmã a bombar no piano?
O raio da miúda está a tocar cada vez melhor, e hoje a ouvi-la até me vieram as lágrimas aos olhos.

Foi com a seguinte obra que ela me emocionou.




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"Nosce te ipsum"

quarta-feira, setembro 28, 2011

Momento musical do dia

Em Fevereiro passado, o E. pediu-me que acompanhasse um dos exames finais de guitarra dele. O programa apresentado era um concerto para piano e orquestra, "Fantasia para un gentilhombre" de Joaquin Rodrigo.

Rodrigo compôs este concerto em 4 andamentos a pedido do grande Segovia, e baseou-se numa obra de Gaspar Sanz, seis pequenas danças para guitarra solo, expandindo os temas originais até dar origem a um concerto de cerca de 20 minutos. "Gentilhombre" poder-se-á referir ao próprio Segovia (se eu estiver errada, por favor corrijam-me).
Os andamentos são os seguintes:
  1. Villano y Ricercare
  2. Españoleta y Fanfare de la Caballería de Nápoles
  3. Danza de las Hachas
  4. Canario
Deixo-vos então com a nossa interpretação deste concerto. Lembrem-se apenas que é um exame, dois alunos, e que as gravações foram ao vivo, sem trabalho nenhum de edição e/ou de correção de notas. É tal e qual como aconteceu (e segundo o jurí não pode ter sido muito mau, pois se o E. conseguiu um 16...)

Primeiro andamento - Villano y ricercare



Segundo andamento - Espanholeta e Fanfarra da Cavalaria de Nápoles


Terceiro andamento - Dança dos Machados


Quarto Andamento - Canário


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"Nosce te ipsum"

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Aluninhos :D

E bem, a primeira audição da turma 10º A do Curso de Instrumentista Profissional de Cordas e Teclas - Piano teve lugar ontem.

Os meus alunos deixaram-me orgulhosa!! Estavam lindos (e nervosos, por muito que eu lhes dissesse que não valia a pena...) e estavam contentes por irem tocar em público. Foi pena não ter aparecido muita gente (só havia 6 ou 7 pessoas no público, mais os 7 alunos e eu e a C.), mas mesmo assim foi bom.

Aluninhos, deixaram-me muito feliz por vocês porque todos todos, em conjunto ou em solo, com mais ou menos falhas, com mais ou menos nervos, agarraram as peças e mesmo com enganos foram até ao fim. Mesmo que os nervos vos tenham atrapalhado durante um ou dois segundos, tiveram a cabeça fria de chegar ao fim como eu vos tinha ensinado.

Por vocês, vale a pena dar aulas.

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"Nosce te ipsum"

sábado, dezembro 11, 2010

E é já na 4f...

... que levo os meus 4 alunos do Curso Profissional à sua primeira audição.

Teresa Feliciano toca "Arabescos" de Burgmuller, Luís Carlos toca "The tiresome Woodpecker" de J. Thompson, João Barroso toca "Música 15", "Arlequin" e "Parade" de Charles Herve.

Em conjunto, Teresa e Luís tocam "Walzer" e "Es klappiert die Muhle", de Robert Lienau, e "Prelúdio" de Chopin. João Barroso tocará comigo "The band played on", de Charles Ward.

Para acabar, eu e a minha colega tocaremos "Fantasia em Fá menor" de Schubert.



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"Nosce te ipsum"

sexta-feira, outubro 08, 2010

Há sempre Alguém a tomar conta de nós.

Há uns dias, apanhei uma carga de nervos enorme porque descobri que o banco tinha andado a mexer no meu dinheiro e havia uma certa quantia, de certo modo avultada, que já não estava onde eu pensava, tinha antes sido transferida para as contas do dia a dia sem o meu conhecimento.

Claro que isso me trouxe preocupações que até hoje não tinha tido: como pagar a prestação do carro, da casa, o gasóleo para trabalhar, a alimentação? O que ia ganhar no novo emprego dava à rasca para pagar as despesas, sobrando nada para mim (e vale a pena dizer que, por problemas exteriores à instituição onde estou, ainda não recebi o vencimento de Setembro...)

Não sabia mesmo como havia de me desenrascar. Felizmente a minha mãe disse que me podia ajudar, mas eu sabia que os dias em que podia poupar alegremente sem me faltar nada tinham acabado, pois agora tenho a prestação de uma casa e o gasóleo semanal para ir para Castro Verde.

Resultado disto tudo, passei o fim de semana passado de cama, com palpitações, alterações na tensão arterial, tonturas, zonza, sem força.

Foi uma brutal maneira de perceber que a vida não é o mar de rosas a que estou habituada, pois até agora, apesar de trabalhar e poupar, estava em casa, não pagava habitação, alimentação, e tudo o que ganhava era para por de lado para o casamento ou para uma conta poupança ou para pequenos "luxos" como levar a família jantar fora, ou ir ao cinema sem me preocupar muito com o preço do bilhete.

Pela primeira vez, vi-me literalmente a ter de fazer contas e malabarismos para poder pagar tudo (e graças a Deus creio que não sou muito afectada por estes novos cortes salariais, sou apenas afectada no aumento do IVA e da Segurança Social). Apesar de saber que há gente muito pior que eu, foi de facto uma maneira dura de perceber como as coisas são difíceis. Faziam-me falta 300 euros mensais a mais para poder pagar tudo sem problema e ainda ficar com algum para mim.

Entra agora a parte da surpresa...

Ontem estava a dar aulas e recebo por duas vezes uma chamada que tive que rejeitar (não dá jeito dizer aos alunos que não podem ter telemóvel se depois vou atender o meu...). Como não tenho dinheiro no telemóvel, não pude retribuir a chamada.

Ora, ao final da tarde, já eu estava em casa, o número volta a ligar. Atendo e...

Uma proposta de trabalho noutro consevatório, no algarve.

Fui hoje a uma entrevista e vou ter mais 11 horas oficiais, fora os cursos livres. Começo amanhã, das 9:50 até às 19:20, e às 6f, por agora, das 18:05 às 20:20.

Ok, fico sem o sábado livre, mas...

É uma proposta que foi enviada do Céu, quando eu mais precisava de mais horas para ganhar mais.

Depois disto tudo, como não acreditar que há mesmo alguém a cuidar de nós?...

Nem consigo ainda acreditar... sei que estou feliz. Amo tanto o que faço que até o faria de borla sem me queixar, mas a verdade é que tenho (tal como todos os portugueses...) contas para pagar. Por isso preciso do dinheiro, mais do que nunca.

Epá... estou feliz! Sinto-me uma sortuda, tenho o emprego dos meus sonhos e tenho-o em dois sítios diferentes.

Há novos desafios (vou em princípio ter um menino com autismo, o que me deixa assustada porque não sei como lidar com essa situação), e vou ser professora do filho de um antigo professor meu, que era super exigente (e super competente, o que aumenta ainda mais o meu sentido de responsabilidade)...

Espero que tudo corra bem!!!

Wish me luck, people!

(tomorrow, update)




"Nosce te ipsum"

terça-feira, agosto 03, 2010

Partindo de Sequeira Costa...

No outro dia tive a oportunidade de ver (embora não completa, já que estava a morrer de sono) uma entrevista a esse grande mestre que é Sequeira Costa. Adorei.

No entanto, houve algo que ele me disse que ficou a "macucar" cá dentro do meu cérebro.

Já não sei transcrever com exactidão as suas palavras, mas referiam-se aos concursos de piano, e sintetizando, a sua mensagem era de que os concursos de piano, actualmente, estão todos viciados, comprados, corrompidos. Daí que no concurso de que ele é presidente há MÚSICOS e não pianistas. (Devo no entanto dizer que isso também não é garantia de nada...)

Infelizmente, sei que é verdade. Digo infelizmente porque a Arte é algo tão belo que deveria ser impossível corrompê-la. Deveria ser impossível membros do júri deixarem-se comprar sabe-se lá por que preço. São pessoas ligadas à música, ao piano, a algo que é belo e puro... daí que eu não goste de concursos.

No entanto, como os leitores que têm a paciência de andar por aqui a ler os meus desvarios sabem, tenho uma pequena (já não tão pequena, mas pronto) irmã que desde os 8 anos anda em concursos, por isso tenho uma visão "interior" do que se passa. E não é bonito...

Se me lembrar do primeiro concurso dela, onde ganhou o 1º prémio, nada há a apontar. Talvez por ter sido o primeiro, talvez por eu não saber exactamente o que era um concurso, etc etc etc. Nada a apontar salvo seja. A amiga O. resolveu que não valia a pena trabalhar com ela para a final, porque aos 8 anos a minha irmã cometeu o "crime" de dizer que ainda não sabia se queria ser pianista profissional. Logo, não vale a pena trabalhar com ela para uma final. Hoje só tenho a agradecer esse facto, já que me deu a oportunidade de trabalhar com a J. a sério e vê-la ganhar o primeiro prémio com unanimidade do júri.

Muitos concursos têm passado pelas suas mãos. Muitos mesmo. Portugal, Espanha, Bélgica, França, Marrocos...

De todos estes, curiosamente, o que pior impressão me deixou foi o da própria escola onde ela estuda...

Que me dizem se eu vos disser que nesse "concurso" as regras são feitas de acordo com quem certas pessoas querem que ganhe o primeiro prémio?

Querem um exemplo?

Há dois anos, uma certa rapariga (de quem eu já falei aqui, e que dá pelo nome de KGB, ou A., ou Federação Russa, tanto faz, escolham) tinha 17 anos. Logo, a primeira categoria era ATÉ aos 17 anos. Portanto, dos 6/7, quando as crianças começam a participar, ATÉ aos 17. Isto quando normalmente as categorias são de 2 em 2 anos, para manter tudo mais ou menos dentro do mesmo nível. Se um concorrente quiser participar numa categoria superior (como a minha irmã fez em Marrocos, onde em 2 categorias arrecadou 3 prémios, incluindo o de melhor intérprete na peça à escolha), fá-lo à sua responsabilidade.

Dois anos depois...

Querem adivinhar qual o limite da 1ª categoria?

Portanto... 17 + 2 = 19.

Exacto. De 17 para 19. Agora... pensemos... quem é que há 2 anos tinha 17 anos e ganhou o 1º prémio, deixando uma rapariga coreana de 12 anos com um programa do tamanho deste mundo e do outro com o 2º? Exacto, A., tu. E sabes tão bem quanto eu que esse prémio é falso, quem o merecia era a menina de 12 anos, que tocava deixando-te a um canto... Sabes, chateaste-me tanto tempo que agora deixo isto sair tudo cá para fora. Eu avisei-te que não sabias com quem te metias. Quiseste brincar, fazer chantagem, contar o que não devias a quem nada tinha a ver comigo para depois ser a minha J. a apanhar, agora... temos pena. Aprendi com a I. a ter uma "veia viperino-literária".

E quem é que este ano tinha 19 anos, concorrendo assim na mesma 1ª categoria? A resposta é tão fácil que quase não vale a pena dá-la... claro que "ganhou" mais um primeiro prémio.

Estas coisas revoltam e muito. Quem está de fora, não se apercebe delas, mas eu, que estou dentro, que ensino música, que em Setembro serei professora em Castro Verde (KGB, apressa-te a transmitir a informação!!!), a mim estas coisas entristecem-me. Há pessoas tão válidas em concursos. É preciso uma coragem enorme para ir tocar perante um júri que está atento a tudo, e depois... depois vê-se e sente-se na pele estas injustiças.

Mas há uma coisa chamada karma. Ou destino. Ou ainda um provérbio que diz que escreve Deus direito por linhas tortas.

O que me alegra no meio disto tudo é que este ano o descalabro foi tão grande que até quem estava de fora se apercebeu que foi tudo montado para atribuir o 1º prémio a uma determinada pessoa. A consequência? O dito concurso já anda nas bocas de todas as escolas de música, conservatórios, escolas superiores.

Quem brinca com o fogo queima-se. E ainda que não se tenham dado conta, este ano esticaram-se demasiado. Há consequências, e uma delas é que um concurso que no início até tinha qualidade está completamente destruído.

Uma salva de palmas à "gerência" do concurso e da dita escola de música. É que em termos de imagem e credibilidade.... estão arruinados.

A confiança leva anos a construir... e um segundo a perder-se. E uma vez perdida... perdida está...



"Nosce te ipsum"

segunda-feira, julho 19, 2010

A rapariga que sonhava com pianos e que se licenciou

Era uma vez uma jovem mulher. O seu nome não interessa, chamemos-lhe R. Um dia, a R. acordou e viu que a amiga cegonha lhe tinha deixado uma bebé linda linda linda ao lado.



Assim que olhou para ela, soube que também a teria que chamar R., porque eram iguais, tirando a diferença de idade. A primeira R. é a minha Mãe.
Ora bem, a R-Mãe olhou para os olhos da R-filha e viu neles música a correr e pensou "esta menina tem mesmo que tocar algo". Mas como no sítio onde moravam não havia muita escolha, a R-Filha começou a estudar particularmente piano. Aos 3 anos, recebeu o seu primeiro teclado, vermelho, com duas oitavas. Que feliz fiquei nesse natal!



A sua primeira audição foi aos 5 anitos, "old macdonalds had a farm", se bem me recordo. Estava tão nervosa!!
Para além de ser a minha primeira audição, era eu a abri-la. Nem sabia onde estava o dó central! (lamentavelmente, não consegui encontrar a fotografia dessa audição... prometo que se um dia a encontrar, a coloco aqui!!).

Quando era um pouquinho mais velhita, tive que vir morar com a minha mãe para o Algarve. Como ali não havia professores (fomos para uma pequena vila), fui estudar para Espanha, com Juan Carlos Cañada. Aprendi que me fartei, tocava, todas as semanas tinha uma peça nova. Adorei mesmo. Ele sabia ensinar e sabia lidar com crianças, ainda para mais uma criança de 7 ou 8 anos que não falava a mesma língua que ele. Os meus esforços recompensaram, e fui a outra audição. Desta vez, toquei Schumann, "O pequeno cavaleiro".



Que nervosismo! Mas pelo que me recordo, saí-me bem =)

Até aqui tudo bem.
Aos 10 anos, nasceu o meu nenuco vivo, a minha maninha, a minha macaquinha, e tornava-se difícil estar a ir para Espanha com um bebé de meses, até porque toda a gente sabe que, se é verdade que os espanhóis são excelentes com futebol, o mesmo já não se pode dizer das horas... enfim, tive que deixar Espanha.
Começou então uma luta desenfreada por parte da minha mãe para eu poder entrar para o Conservatório Regional do Algarve Maria Campina. Sim, hoje é para esvaziar o saco. Andou cheio muito tempo, e é tempo de eu dizer tudo o que há para dizer.

A primeira história gira deste conservatório é a seguinte:

Mãe - "Queria fazer a pré-inscrição da minha filha"
Funcionária - "Ah, é só no dia tal".

Véspera do dia tal:

M. - "Vinha saber das pré-inscrições"
F. - "Só amanhã"

Dia seguinte:

M. - "Venho fazer as pré-inscrição da minha filha"
F. - "Ah, lamentamos, acabaram ontem".

Sim, é verídico... a minha mãe também lamentou. Lamentou tanto que foi uma carta para a direcção regional de educação do algarve. Entrei logo! Incrível o que uma carta faz, hein?

Ora bem, fui colocada no 2º grau de formação musical, graças a tudo o que tinha aprendido em Espanha, e no primeiro de piano (apesar de estar mais adiantada...).
Tive uma professora (paz à sua alma, que coitada já morreu) que todas as aulas me massacrava para eu ir à secretaria confirmar se estava mesmo no 2º grau, e que todas as aulas nos "lavava" a cabeça, dizendo que "no tempo do Salazar é que era, e que ele devia voltar". Estão a perceber o estilo... boa senhora, sim, mas... enquanto professora... pronto, fiquemos por aí.


No ano seguinte, passei para outra professora de piano. Chamemos-lhe IA. Ela sabe quem é. Digamos que é (seria??) boa pessoa... mas terrível professora. Sabem aqueles professores que vocês sentem que estão a tocar com dificuldades, e que podiam dar mais, mas eles só dizem "está muito bem, parabéns"? Assim foi até acabar o 5º grau... ela pôs-me a ter aulas particulares com o marido dela, Johann Jansonius, o melhor professor que tive até hoje. Ele fazia-me sentir uma verdadeira música. Tinha dois pianos na sala onde me dava aulas, em casa dele, e eu até podia estar a tocar a coisa mais básica do mundo, como "as pombinhas da catarina", que ele arranjada de improviso uma introdução orquestral no outro piano, um acompanhamento à minha melodia e uma terminação. Transformava as pombinhas num autêntico concerto para piano e orquestra. Foi aí que eu comecei a AMAR a música. Eu já gostava de tocar, mas não passava disso... aos 15 anos, ele disse-me "porque não pensas em seguir música? Tu adoras tocar, estudas, tens jeito... pensa nisso". E foi nesse momento que eu decidi que queria ser não pianista mas professora de piano. Queria ser um décimo do que o Johann era.
Nessa altura, comecei a pedir à minha mãe que me mudasse de professora. Eu queria evoluir mais, sentia que tinha muito mais para dar, mas ela achou melhor eu acabar o primeiro ciclo (para quem não sabe, vai até ao 5º grau) com a IA. Apenas para não haver confusão. Na altura não percebi, mas hoje, sabendo a verdadeira pessoa que ela é, agradeço. A minha mãe tem um sexto sentido que nunca se engana.
Enfim, seja como for, no 5º grau, a cerca de um ou dois meses do exame, já não tenho a certeza, mudei para uma "professora". OA. Federação Russa, finalmente tens aqui as notícias que tanto querias!

Esta "professora" fez-me evoluir bastante no início. Reconheço. Mas quando se apercebeu de que eu queria mesmo seguir piano, e como no entender dela apenas os génios de raças superiores merecem tal honra, começou a brindar-me com elogios (que duraram 8 anos... devo ser masoquista, ou algo no género...) no género dos seguintes:
  • "tocas uma m***a"
  • "fazes Bach parecer um travesti"
  • "pareces um elefante a dançar em cima do gelo"
  • "és uma inválida ao piano"
  • "nunca conseguirás estudar nem tocar piano"
  • "nunca conseguirás entrar para o curso superior"
  • "não vais aprender nada no superior, tens muita coisa para fazer lá e nunca serás capaz"
  • "és uma inválida, não prestas para nada no piano"
  • "não sabes nem nunca saberás tocar"
  • "não tens técnica"
Coisas assim simpáticas... Isto foi decorrendo durante anos, porque eu não arranjava alternativa de professora, mas comecei a sentir-me a estagnar e não a evoluir como queria. Entretanto, entrei para a Universidade. Como sou lutadora, e sabia que queria música, preparei-me sozinha para entrar em Música. Digamos que de 72 candidatos, fiquei em 3º lugar. Nada mau, hein? Conjugar isto com o 12º... não foi fácil. Mas se houve coisa que a minha mãe sempre me ensinou, foi a lutar pelo que queria, e Música era, foi, e será sempre a minha paixão. Não consegui entrar em piano, mas tudo bem, ainda não tinha nível e sei reconhecer isso. Entrei em História e Teoria da Música, só que na altura, não era bem o que eu queria , e além disso o curso estava extremamente mal organizado. Formei-me então em Arqueologia, nunca deixando de tocar por mim.


















Continuei entretanto a ter aulas com a OA. Cada vez me tratava pior, cada vez trabalhava menos comigo. Mas como disse, não havia alternativa. Quando acabei o meu estágio curricular, decidi acabar o 8º grau do conservatório, o 8º grau de piano. Trabalhei que nem uma doida, comecei a estudar 7 e 8 horas por dia. O resultado? Dois braços com tendinites e em gesso. E eu a poucos meses do exame final do conservatório. Quando finalmente tirei o gesso, voltei a atacar o piano. Eu mando em mim, não o meu corpo. Montei o repertório todo de Fevereiro a Junho. Mas aparentemente a OA não acreditou na tendinite. O que é irónico, tendo em conta que foi ela quem ma detectou... adiante. Todos os anos fazia no CRAMC uma audição de carnaval, em que os alunos tocavam mascarados, e eu nunca tinha participado. Tinha o braço direito engessado, mas uma das minhas peças de exame era um prelúdio apenas para a mão esquerda de Scriabin. Pois a senhora OA obrigou-me a ir mascarada apenas para chegar lá e com ar de gozo dizer "não estás a pensar que vais tocar essa m*, pois não?". Juro-vos... doeu, magoou, chorei. Mas não lhe dei o gozo de desistir.

No verão, arranjei trabalho numa empresa de Arqueologia, a AES. Comecei a trabalhar em Faro e a preparar-me para entrar em Setembro, nas vagas para licenciados, em Piano, na UE.


Foi um verão duro. Trabalhar numa empresa de arqueologia é mais difícil do que eu pensava, e o trabalho que estava a fazer não era propriamente dos mais interessantes... era acompanhar a abertura de valas, pelo que o meu horário dependia muito de quantas horas por dia eles estivessem a abrir valas.

Na 5ªfeira antes das minhas provas de acesso, trabalhei 8h debaixo de um sol escaldante. Estávamos em finais de Agosto, e foi um dia duro, em que eles não pararam de abrir valas e eu não me sentei o dia todo. O meu tio tinha morrido há exactamente uma semana e a minha cadelinha, a minha Yasmin, de quem já falei neste blog, tinha ido para o veterinário. Eu estava cansada, exausta, transpirada, a precisar de um banho, e ainda ia ter a última aula. Pedi à OA que me deixasse pelo menos ir à casa de banho trocar de roupa para algo mais leve, passar água na cara e trocar de sapatos. Como podem ver na foto, estar vestida e calçada assim não é a melhor maneira de se ir ter aula, sobretudo depois de 8h em pé... resposta: "nem penses, estás atrasada, não quero saber de mentiras, vais já para o piano, quem julgas que és, ainda por cima está cá outro professor para te ouvir" etc etc etc. Aos gritos, e eu tão cansada que não conseguia reagir, literalmente. Como hão de calcular, não consegui tocar nada. Estava estafada. Ouvi uma descompustura de todo o tamanho, que ela não sabia o que eu ia fazer a Évora, que nunca conseguiria entrar, que nunca faria nada do piano, que era uma inútil. Inútil foi tentar fazê-la perceber que depois de 8h nas condições em que eu estava, era impossível começar a tocar sem parar pelo menos 10 minutos.... paciência, ao que parece há gente de compreensão lenta e humanidade reduzida.

Ao longo dessas aulas no Verão, comecei a ouvir umas bocas estranhas, do género "ah, e tu escreves isto e aquilo no teu blog". Mas nunca me ocorreu pensar em como ela saberia que eu tinha um blog... até que... FIAT LUX! A A. Só podia, e fui burra em não ter percebido antes. Imaginem uma pessoa que vos usa sempre que precisa, e quando já não precisa, amachuca e deita fora. Fez isso comigo, com a minha irmã, com os meus pais, e ou muito me engano ou fará isso com o namorado, que estuda piano na Rússia, é dez vezes melhor que ela e de quem ela ainda tem coragem de falar mal, dizendo que o seu som é "sujo" e que "apenas toca mais ou menos". Ups, A., desculpa, não era para dizer? Temos pena! Também as coisas que eu escrevia aqui não eram para ires enfiar num certo sítio... conheces a lei de Talião? Um olho por um olho, um dente por um dente. Minha queria, eu não sou vingativa, mas quem mas faz, paga-mas. A Federação Russa, que há anos espiolha o meu blog para ir fazer queixas de mim à OA, não passa de ti e do teu P., que estuda curiosamente em Moscovo, de onde consulta o meu blog. É chato, não é? Ter a mania da perseguição, querer saber o que dizem de nós, se falam de nós... Minha querida, já o disse por meias palavras, digo-to agora, e a ti também, P., porque estás a ser usado, e o pior é que nem te dás conta. Já vos topei há muito. Federação Russa, Ucrânia, KGB, perseguições... vocês querem saber tudo, mas esquecem-se que eu tenho uma vida própria, e não faz parte dos meus hábitos sequer PENSAR em vocês... Por isso, A., P., e OA, continuem a vir. Eu estarei cá sempre a defender o que digo, mas também a mostrar que não sou tão atrasada mental nem de uma raça tão inferior como vocês julgam.

Chego então a Évora, a Piano.



Fui cheia de sonhos... mas se eu já me sentia estagnada antes, que dizer do que se passou ao longo destes três anos? Estrgnei ainda mais... mas ganhei uma coisa fantástica. A capacidade de ser autodidata. A capacidade de aprender a partir do Youtube. A capacidade de ser "matreira como gatos e ratos". Aprendi muuuuuuuuito. "Está muito bem, não faz falta nada". Não interessa... podia desmascarar muitas situações. Como por exemplo, "não tenho culpa que os feriados calhem à 3ªfeira", "não vou inventar horas de aulas", "não vou dizer nada porque você sabe tudo", "musicalmente não fez nada", "musicalmente tem coisas muito muito muito boas". Há tantas, tantas, tantas... acumulei tantas coisas durante três anos, e só pensava que quando fizesse exame ia poder despejar o saco. Fi-lo; não completamente visto que o senhor deu costas e foi-se embora, deixando-me a falar sozinha na rua. Estamos entregues à bicharada! Entretanto, ainda tive que ouvir que "tenho que repensar as minhas convicções musicais".

Meu caro senhor, ser músico é isto. Eu tenho umas convicções que não são as suas. Interpreto de maneira diferente da sua, porque a história da minha vida é diferente da sua. Isso não torna a minha música melhor nem pior que a sua. Torna-a minha. Pessoal e intransmissível. Torna-a o meu canal de expressão com o mundo.



Sei que sei fazer isto. É o que mais me importa. A sério.

Lutei muito estes 3 anos. Mas sou licenciada em Piano. Serei professora de Piano. Darei concertos. Serei feliz. E não será graças a si, nem à OA, nem à A., nem ao P.

Será graças à minha família e a quem sempre acreditou em mim.














 


























































"Nosce te ipsum"

Agradecimentos

Lembram-se disto?

Como já todos sabem, acabei na 4f a minha licenciatura. No entanto, antes de contar a história da "menina que sonhava com pianos" (para tentar ter tanto sucesso como o Stieg Larson), acho que é fundamental agradecer publicamente a umas quantas pessoas que sempre lá estiveram para mim no matter what...

Foi uma experiência bastante difícil tirar esta licenciatura como trabalhadora estudante. Como eu costumava dizer, morava numa cidade, estudava a 300 km de distância, trabalhava noutra vila e ainda ia almoçar a um quarto destino. Não foi fácil, e foram 3 anos de muita luta.

Muitas vezes pensei em desistir. Não sou feita de ferro... por muito que quisesse, não sou a super mulher, e fazer tanta coisa ao mesmo tempo cansa. Quando nos levantamos às 7 da manhã e só conseguimos pegar no instrumento às 18h... acreditem que não é fácil ter cabeça para pegar com o respeito devido em Brahms, ou Bach, ou Ligeti, ou Franck, ou Ravel, ou seja quem for...

O que quero agradecer, e a quem quero agradecer aqui, é a todos aqueles que ao longo de 3 anos tornaram o sonho possível... e espero não me esquecer de ninguém... se o fizer, é pelo meu estado de cansaço e não por mal, acreditem.

  1. À minha querida, queridíssima, amadíssima e mais que fundamental Nai. Mãe, palavras não são precisas, e o teu ombro esteve sempre lá quando eu chorava desesperada, acreditando que não ia ser capaz. Tu me deste, como sempre ao longo de 25 anos e meio, força e capacidade de acreditar. E quando estava mais difícil, uma "bofetada psicológica" resolve muita coisa, e sem ti eu nunca teria conseguido esta segunda licenciatura. Torna-se difícil escrever num blog seguido por 49 pessoas tudo aquilo que te quero dizer, mas tu sabes o que é. Amo-te, és o pilar da minha vida, sempre me ensinaste a seguir os meus sonhos, sempre me ensinaste a ser íntegra, honesta, lutadora, estudiosa, honrada. Sem ti, Mãe, não seria um décimo da Mulher que sou hoje... que esta minha segunda licenciatura seja a ti dedicada de alma e coração é algo que tu nunca deves duvidar. Sem ti, ela não teria sido possível. Obrigada Mãe. Obrigada por me teres trazido a este mundo sabe Deus como, obrigada por teres estado sempre lá para mim, e obrigada por seres o meu pilar, sem o qual não sei sobreviver.
  2. Ao meu pai. Que se chama Mateus. Pai não é quem faz, meus amigos. Pai é quem, como o meu, me vai ver ao quarto quando eu tenho 12 anos e acordo aos gritos com um pesadelo e fica até às 4h da manhã ao meu lado, para me provar que não há nada errado no quarto, que ele não está cheio de aranhas. Pai é quem me leva ao cinema e apanha secas desgraçadas no carro enquanto eu vejo o filme. Pai é quem cria, quem se zanga quando na adolescência eu atravessava aquelas idades parvas em que achava que sabia tudo, Pai é quem ajuda a gerir o dinheiro, Pai é quem conversa connosco sobre como aparecem os bebés dos caezinhos quando nós temos apenas 10 anos, Pai é quem está sempre ao nosso lado, sorri, chora, e vive cada emoção nossa como se fosse dele. Sei que me aturaste muito... desde os meus 8 anos que lidas comigo, e eu tenho um feitiozinho do caneco... Por isso, Pai Mateus, esta licenciatura também te é dedicada porque sem ti ela também não teria sido possível... Amo-te!
  3. Macaquinha... que dizer de ti? És a minha irmã mais nova. Surgiste quando eu tinha 10 anos, e foste o meu nenuco vivo. Não sei como te consegui manter viva de todas as vezes que os pais te deixavam sozinha comigo. Dei-te banho, pus-te a bolsar, alimentei-te, mudei-te fraldas, adormeci-te, acordei-te, impliquei contigo, brinquei contigo... contigo cresci, e aprendi a ter paciência para certas atitudes pelas quais passei e que só quando te vi tê-las é que me apercebi que fazem parte do processo natural do crescimento... Hoje, para além de minha irmã, és uma das minhas melhores amigas. Posso conversar contigo de tudo. Sei que estás lá para mim quando estou com a neura, sabes que apenas preciso que estejas ao meu lado a ouvir-me enquanto choro baba e ranho sem que digas nada, e que depois me vás fazer o lanche enquanto eu adormeço, e depois tens de me acordar, e depois adormeço enquanto como o lanche que me fizeste com tanto amor, simplesmente porque estou esgotada... amo-te, maninha, macaquinha, pirralhinha, coisa feia e pequenita, amo-te muito, não há irmã que te ame mais que eu. E no final, quantas vezes te cravei para me ires virar páginas, ouvires o programa, dares opiniões, fazeres-me falar enquanto tocava coisas que tinham que estar mecanizadas para sairem bem... muito obrigada, J., porque sem ti, este sonho não teria sido possível.
  4. Amor... meu amor, meu namorado, meu noivo, meu marido, futuro pai dos meus filhos e guitarrista brilhante que és. Tu és aquele que sabe quando não dizer nada. Quando nem refilar quando eu começo a berrar porque simplesmente um cabelo não está onde devia. Tu és aquele que sabe quando preciso de um abraço, quando preciso que me acalmes, quando deves estar calado. És aquele que me ensina a converter as coisas em mp3 para eu poder por na net. És aquele a quem ligo, a dizer "eu nunca vou ser capaz" e tu me respondes, tal como a minha mãe, com uma "bofetada psicológica" que me faz re-assentar os pés na terra. Ouviste-me, criticaste-me positivamente, foste um músico e não um namorado ao meu lado, e isso fez-me crescer. És uma âncora à qual me agarro quando preciso, e sei que estarás sempre lá para mim. Desculpa o mau humor dos últimos dois meses... agora, tal como tu me dizias, tudo já passou e uma nova fase, de sonho, se abrirá para nós os dois. Obrigada por teres estado ao meu lado neste período tão complicado... Amo-te, E., muito muito muito, e tal como todas as outras pessoas a quem agradeci, sem ti, o sonho não teria passado disso mesmo. Um sonho.
  5. Não podia deixar de fora a minha tia, que foi minha avó, e a minha prima, que me aturaram todos os dias desde que comecei a trabalhar, e que me alimentaram, enchendo o prato até mais não, mesmo que eu não tivesse fome. Também vocês estiveram lá, e foram fundamentais para a concretização do meu sonho...
  6. Teresa Brandão e Mauro Dilema... os professores que me abriram novos horizontes e me mostraram novos caminhos, novas técnicas, e que sobretudo reconstruiram a minha auto-estima, que estava assim "um bocadinho" em baixo. Muito, muito, muito, muito, muito obrigada. Sem vocês teria sido praticamente (não, literalmente) impossível.
  7. A todos os meus amigos: Musicólogo, Joãozinho-quatro-oitavas, Aninhas-sopradora-do-pau-preto, Aninhas-violineira... Quantas conversas tive com vocês, quantas vezes me ouviram desabafar, quantos momentos excelentes levo de vocês agora que acabei Évora... As nossas conversas no msn, o trio maravilha por nós descortinado (benny, dudu, valley, ao qual ultimamente se acrescentou o bentas...)... vocês foram fundamentais, quando as coisas começaram a correr pior (e vocês sabem que é verdade), foi muito por vossa causa que eu fazia o esforço de ir a évora. Obrigada.
  8. Há-ao-cubo: obrigada pela aprendizagem que me proporcionaram. Finalmente consigo ter capacidade para descortinar quartos de tom!!! Ena ena ena!!! :p
  9. Por último, mas não sem a ENOOOOOOOORME importância que tem, a D. Fátima. Por tudo o que me aturou nestes 3 anos. Por todos os momentos de stress em que entrei na secretaria a chorar porque me expulsaram injustamente do auditório antes de um exame. Por todas as folhas de trabalhador estudante que me deu porque me esquecia de as imprimir em casa. Basicamente, obrigada por ser o pilar do Departamento... sem si, D. Fátima, aquilo caía... pode ter a certeza. E estou a dever-lhe uma flor. Nunca me esqueço das minhas dívidas. 
  10. A todos os leitores que me acompanham e que me desejaram sorte e força para o dia do exame. São "virtuais", não vos conheço... mas acreditem, em momentos de stress, qualquer força é bemvinda, qualquer força nos faz acreditar.

Obrigada mesmo a todos, e peço desculpa aos leitores por um post tão.... digno de um discurso dos Óscares, mas que raio de pessoa seria eu se não agradecesse publicamente a todos quanto me apoiaram, aturaram e ajudaram???




"Nosce te ipsum"

terça-feira, julho 13, 2010

É amanhã.

E eu não sei como me sentir.

Sinto-me vazia. Como se ao fim de 20 anos sem parar de estudar, ainda nada tivesse aprendido.

Sinto-me vazia por abandonar esta vida de aprendizagem na universidade.

Ao mesmo tempo, sinto-me completa por ter atingido o meu sonho. Mas ainda não posso deitar foguetes. Antes é necessário passar aos dois exames. Das 9h às 10:20 não vou fazer outra coisa se não tocar, tocar, tocar e tentar convencer o júri (que entre outros integra "apenas" o Burmester e o Rosado..) que mereço passar.

Pessoalmente, sei que não atingi todos os meus objectivos, mas superei um muito grande: preparar dois exames num semestre. Isso garanto que não há muitos que consigam.

Estou cansada. Extenuada. Exausta.

Mas obrigo-me a pensar: faltam menos de 24h. Depois?

Acaba uma fase, começa outra.

E o futuro assusta-me como os diabos.

No total... sinto-me vazia. Esta vida de estudante acabou, e de vez. Sou realista, e por muito que adorasse continuar a estudar, e ainda que saiba que posso ir para mestrado, doutoramento, pós-doutoramento, e etc, sei que não vai ser o mesmo.

Haverá um marido, filhos, casa, contas. Haverá outra vida, que eu ambiciono muito... mas a verdade é que me custa desistir desta.

Bah, sei lá. Não liguem. Estou em estado pré-exame de piano, o que não é lá muito recomendável...

Vamos ver o que se passa amanhã... eu já não digo nada.



"Nosce te ipsum"

sábado, julho 03, 2010

Dá vontade de praguejar, não dá?



A minha irmã, que irá ser uma boa pianista sem dúvida, está a ter um master com o grande pianista Álvaro Teixeira Lopes este fim de semana e tem concerto hoje, neste momento, no Tempo, o Teatro Municipal de Portimao. E eu encerrada em casa, a perder o Master e o Concerto, tudo porque tenho um ranhoso de um concerto de CVI na 3f.

Não é justo.

Pronto, só queria partilhar isto.





"Nosce te ipsum"

segunda-feira, maio 31, 2010

Do fim de semana (e da síndrome de segunda de manhã...)

Ui... Há tanto por contar!!! É que fins de semana como o que eu tive não há muitos, não. Foi espectacular.

Sim, sim, eu sei, é um post mete-nojo e tal e tal, mas aqui a Rita também tem direito aos seus momentos de "futilidade" e de registar para a posteridade o quanto este fim de semana a marcou. Quem não quiser ler.... ora bem, porta da rua serventia da casa! (neste caso, cruzinha branca em quadrado vermelho no canto superior da janela serventia do blog) :p

No Sábado tive uma sessão de estudo FAN-TÁS-TI-CA! Consegui estar 3 horas, mais coisa menos coisa, de roda de 3 nocturnos de Chopin. A sensação de estar a fazer música é algo incrível, e a sensação de estar a melhorar e me reconhecerem pela 2ª vez talento ainda melhor. Não me entendam mal, não me estou a gabar, quem me conhece sabe que eu sou tudo menos gabarolas, é algo que eu não suporto (e um dos maiores "corta-interesse" em qualquer tipo de pessoa); simplesmente, se lerem o meu blog para trás, vão perceber a minha paixão por piano, por música, por tocar, por me expressar. E durante muito tempo, ouvi sempre a mesma cantilena que não adianta reproduzir aqui. Começar agora a ouvir uma cantilena diferente é sem dúvida música para os meus ouvidos... sabe bem, e motiva ainda mais. Sinto-me com força para acabar isto, sei que vou acabar isto, sei que sou capaz. Ainda hoje o meu pai me dizia que eu não me dou conta das coisas que sou capaz de fazer, por estar a trabalhar a tempo inteiro e ainda assim tirar uma licenciatura sem deixar nada para trás e com as notas com que tenho estado a tirar (ainda na 5ª feira saiu mais um 17 na "rifa", a uma disciplina à qual nem sequer posso ir por não ter horário. Não fosse a minha vontade de estudar e a grande e preciosa ajuda das Aninhas e do Musicólogo, não sei como seria para ter apontamentos...). Eu não me sinto assim tão especial, a sério. Faço a minha obrigação. Trabalho para ganhar dinheiro. Pago para estudar, por isso tenho que estudar. Ponto. Não me parece uma equação difícil. E quando se gosta do que se estuda... nem que eu trabalhasse 12 horas por dia, sei que haveria de arranjar maneira de fazer isto que tanto gosto. Sinto-me determinada. O último exame é dia 14 de Julho. Aliás, os dois últimos exames, porque vou fazer Piano V e Piano VI no mesmo dia, para depois gozar umas merecidíssimas férias. Entrei na Universidade há 8 anos e ainda não parei. E não vou parar. O próximo passo há de ser mestrado, só que ainda não sei muito bem onde nem como. Mas hei de arranjar uma solução. Parar de estudar é que nunca. Fui, sou e serei estudante a vida inteira.

Ora bem, depois de um estudo fantástico, que me correu como há muito não me corria, tive uma tarde de sonho com o E.

Fomos ao Forum, lanchámos, fomos ao cinema (onde fomos atendidos por uma rapariga 5*, super simpática e boa onda, que se fartou de brincar connosco por sermos músicos... bem gostava de ser sempre atendida assim!!!! Gostava de saber o nome dela para poder deixar tipo uma notazinha aos patrões dela para que a aumentassem, foi mesmo altamente... sim, que as notas não podem ser só para reclamar de maus atendimentos! Quando uma pessoa faz um bom trabalho, também deve ser recompensada).

Fomos ver "Juventude em Revolta".













Confesso que não dava muito pelo filme, parecia-me apenas mais uma comédia de adolescentes.
Mas a partir do momento em que o rapaz de 16 anos cria um alter ego irritante e incendeia meia Berkeley só para poder estar com a rapariga.. bom, não vos digo nada. Valeu mesmo a pena e recomendo o filme a quem quiser dar umas boas gargalhadas!

Depois jantámos e ficámos quase duas horas simplesmente a apreciar o forum, a ver as pessoas, a conversar, ou a ouvir o silêncio um do outro... epá... sem palavras.

Quanto a domingo, não foi tão bom quanto o sábado por uma simples razão.

Fui com a minha família ao Teatro das Figuras, em Faro, ver a Companhia Nacional de Bailado numa homenagem aos Ballets Russos.

E aqui começa o engano... eu pensava que ia ver uma companhia russa de ballet, e não a Nacional de Bailado a homenagear os russos. Mas até aí tudo bem...

O problema é que a Companhia não estava no seu melhor. Os enganos eram visíveis até para quem pouco percebe de ballet. Para mim, não ajudou o facto de ser mais dança contemporânea do que propriamente ballet clássico, que é o que gosto. Mas até houve coisas interessantes.

O espectáculo durou cerca de 2h, com intervalo de 15 minutos.

Na primeira parte, um ballet com argumento, canto e música de Stravinsky, chamado "As Bodas". Numa palavra: SECA. Seca pela música, pelo canto que lembrava a agonia e pela própria coreografia. Numa boda deveria haver alegria, certo?... aparentemente não. E o que me entristeceu mais, por assim dizer, foi ver a companhia nacional toda dessincronizada. Foi mesmo pena. Reconheço que a coreografia era extremamente cansativa, e que era o 3º espectáculo deles, mas há erros que prejudicam a percepção final do público sobre o espectáculo apresentado, e para mim esse foi um deles; para já não falar de quando dois dançarinos solistas que deveriam fazer os movimentos exactamente iguais trocaram os passos todos e vai um para a esquerda, outro para a direita, depois o conjunto engana-se no número de saltos que têm que fazer... Decididamente a pior apresentação do espectáculo...

A segunda peça da primeira parte foi o que salvou tudo. "Prélude à l'aprés-midi d'un faune", Debussy.
Dois solistas em palco. Uma dança erótico-sexual, em que a pessoa se esquece que está a ver humanos. Os dançarinos era de uma leveza extraordinária, expressões faciais incríveis, fundidos totalmente com a música, era um todo. Música, dançarinos, o único adereço em cima de palco (um sofá) que parecia ser uma extensão dos próprios dançarinos... 10 estrelas sobre 10, sem dúvida absoluta. Uma agilidade, uma leveza, umas expressões, uns movimentos... fascinaram-me completamente, sem palavras. Seria preciso ver para entender.

Quanto à segunda parte, "A Sagração da Primavera" de Stravinsky. Também não me encantou. Foi uma primavera muito... "neutra". Homens e mulheres vestidos com os mesmos fatos cor de pele, pedras atiradas para o palco à mistura... ballet contemporâneo mas que não me fascinou. Nem um bocadinho.

Como eu já de mim não gosto muito de Stravinsky... só tenho a dizer que se soubesse ao que ia, não tinha ido. Ponto final. Salvou-se o Debussy (e eu que pensava que nunca mais conseguiria ouvir aquilo depois de Análise II... wrong, Rita, wrong!) de todo o espectáculo.

E agora perguntam vocês "então e no título da postagem falavas da síndrome de segunda de manhã?"

Sim...

É que ontem tive uma bruta de uma insónia, não conseguia adormecer, acordei a meio da noite e hoje estou sem energia para enfrentar uma semana de trabalho... ai ai...

Não há de ser nada!

Bem, desculpem lá este post longo, nem sei se o terão lido todo, mas pronto. Queria registar o quão fantástico este fim de semana foi. Por que não podem ser todos assim???




"Nosce te ipsum"

quinta-feira, abril 22, 2010

Regresso, mas temporário

Pois é...

Tenho estado um bocadinho ausente, e só agora consegui responder aos comentários que todos vocês me têm deixado.
Foi uma semana de doidos, ainda sem conseguir respirar bem, com as famosas crises de ansiedade a aumentar vá-se lá saber por quê...
Fui Sábado para Évora, onde estive até 3f a estudar como sei lá o quê para a tal frequência de Análise VI. Às vezes creio que dou demasiada importância a certas coisas... Por favor, Rita, é só uma frequência, a tua vida não depende disso... Mas eu sou assim mesmo, desde os tempos em que ia ter testes de Latim (lembras-te, Inês?...). Não consigo dar menos importância ao estudo.
Adoro estudar.
Adoro sentir o cheiro de um livro de teoria musical, ou de História Medieval, ou edições antiquíssimas de partituras...
Na 2f à tarde estive a estudar com o C. na "biblioteca" da escola. Decidimos fazer uma pausa, que Beethoven já nos estava a torrar demasiado a mioleira, e fomos ver o que havia pela biblioteca (aqui é necessária uma crítica à Escola, que deixa taaaaaaaanta coisa dispersa, encaixotada, deixada ao abandono... eu e o C. somos honestos, porque se não fôssemos, havia muita coisa que podia ter saído dali sem ninguém dar conta... é triste, esta realidade... mais que triste... seria de pensar que uma Escola dedicada à arte da Música trataria as suas fontes de melhor maneira, mas se calhar isso seria pedir muito... enfim, já estou a divagar.), e eu perdi-me completamente com tanta coisa para ser estudada que estava a passar pelas minhas mãos... que vontade de mandar a frequência à fava e acampar ali mesmo na biblioteca!
Enfim.
Só ontem consegui regressar. Estou estafadíssima. Não sei que tenho, ontem quando cheguei a casa dormi a tarde toda, bem podia ter passado um tornado aos meus pés que eu não dava acordo de mim. Talvez esteja a precisar de umas vitaminas, o que não faz sentido, tendo em conta toda a fruta que tenho comido nos últimos tempos. Talvez seja uma overdose de fruta. Não sei. Este post está a sair-me um bocadinho confuso, é assim um bocadinho como a minha cabeça está. Confusa, a pensar em mil e uma coisas ao mesmo tempo.

Hoje tive uma bela surpresa no trabalho, finalmente tive acesso a um programa que precisava há mais de um ano, e estou toda contente a montar uma base de dados. Ok, é um trabalho um pouco "chato" ao início, montar o esqueleto todo, inserir parâmetro a parâmetro, mas vai valer a pena. Estou contente e com vontade de "mandar isto pra frente".

Mas ao mesmo tempo estou um pouco triste...

Acabo a licenciatura em Julho, e tenho que pensar num mestrado, não apenas porque adoro estudar mas porque preciso desse "título" (não que eu goste de títulos, mas hoje em dia em Portugal já pouco se faz com uma licenciatura desde que tiveram a ideia brilhante de as passar para 3 anos... digamos... um bacharelato!...).

Queria Musicologia em Évora, mas não abre.
Queria Ensino do Instrumento em Évora (porque dá profissionalização) mas... a Universidade esqueceu-se de mandar a candidatura a tempo (por que será que isto já não me surpreende?... no comments...).
Queria então Musicologia em Lisboa na Nova.

Mas...

Acabo de telefonar para lá... são 3 noites por semana.
Estou triste.
É impossível conjugar isso com o meu trabalho, e é impossível tirar mestrado sem trabalhar... teria que me mudar para Lisboa, e sei que nem com 2 licenciaturas conseguiria um trabalho tão bem pago como o que tenho actualmente...

O futuro neste momento assusta-me. Não sei o que vou fazer... não sei mesmo... Quisera eu ter quem me financiasse e poder estudar sempre, sem parar, sem precisar de trabalhar para poder estudar... e para além dos estudos (e as propinas de mestrado não são bem iguais às da licenciatura, que já de si são um roubo descomunal), tenho o carro, o gasóleo, o seguro, a poupança para o casamento...

Ai...

Eu sei que não me posso queixar, tenho é que dar graças por toda a sorte que tenho tido, porque sim, tenho sido muito sortuda, sou muito sortuda, mas então... hoje estou com esta disposição estranha, e com um estranho medo do futuro...

(noutra nota, explicação do título do post, sábado vou para évora e só regresso 3f, pelo que não vou ter net, vou voltar a andar ligeiramente ausente...)

"Nosce te ipsum"

sexta-feira, abril 16, 2010

Trovoada!

Está um temporal tão grande tão grande tão grande lá fora que até me dá mais vontade de atacar César Franck! Yes!

"Nosce te ipsum"

quinta-feira, abril 15, 2010

Foi...

Foi mesmo um bom dia.

Também já merecia... Depois da semana estranha e difícil que tive, em que mal respirava, já precisava de um bom dia como o de hoje =)

Dei-me conta de uma coisa altamente.

Estava com dúvidas em relação ao meu tempo de programa para Piano VI. Não sabia se ainda ia ter de estudar mais um nocturno, ainda tinha de contabilizar todos os minutinhos das peças todas que vou apresentar.

Boa notícia das boas notícias tenho tempo mais que suficiente! 37 minutos de música, mais pausas. Mais que suficiente para recital final de licenciatura.

Fiquei tão contente... é que isso significa que tenho o programa para Piano V e VI todo lido. Daqui até Julho é estudar que nem uma "cadela".

Mas uma coisa vos garanto: vou conseguir. Não tenho medo de lutar e esta sensação de estar a um passo de acabar a licenciatura dos meus sonhos...

A sério, é uma alegria que não consigo colocar em palavras. Saber que estou a um passo, poucos meses apenas, de completar mais um sonho.

O que tenho lutado por esta licenciatura ninguém imagina. Já ouvi de tudo, que não ia conseguir, que ia ser uma perda de tempo, que não aprenderia nada. E muitas mais coisas que me apetece escrever aqui mas por causa de certos visitantes talvez seja melhor não.

Mas isto vou dizer: a minha licenciatura em Instrumentista será uma realidade, e bem mais rápido do que certas pessoas imaginam ou sequer desejam.

Não vou deixar nenhum exame para Setembro (desde que mo deixem, obviamente... torçam por mim!).

E com isto vou finalmente ter tempo para mim.

Tempo para namorar. Tempo para sair do emprego e ir beber uma imperial. Tempo para começar a aprender violoncelo. Tempo para fazer yoga ou reiki. Tempo para transcrição musical. Tempo para ir dar longos passeios depois de trabalhar. Poder ir nadar sem estar a contar os minutos porque a hora de almoço está a acabar. Tempo para chegar a casa e poder ir ajudar a regar a horta (coisa que não faço há anos!).

Tempo para mim...

Apenas isso, nem preciso de mais nada, apenas isso me dá força para estudar que nem uma doida.

E farei isto. Será mais um desafio superado.

Longa vida aos meus inimigos para que assistam às minhas vitórias de pé!

"Nosce te ipsum"

quarta-feira, abril 14, 2010

Exame de Piano VI: peças a apresentar.

Nocturno op. 32 nº 1(Chopin)



Nocturno op. 27 nº 1 (Chopin)


Nocturno Op. 9 nº 2


"In a Landscape", John Cage


Bach Tocatta em Ré menor, BWV 913 - Parte 1


Bach Tocatta em Ré menor, BWV 913 - Parte 2



"Nosce te ipsum"

sábado, abril 10, 2010

Variações Sinfónicas de César Franck - Nelson Freire

Este belo concerto para piano e orquestra, da autoria de César Franck, é o que estou a preparar para o meu exame em inícios de Julho. Foi um grande desafio, mas estou a conseguir, e é isso que me interessa.

Espero que gostem!





"Nosce te ipsum"

domingo, março 14, 2010

A Secretária da Rita recomenda vivamente...

Miguel Sousa, setubalense, amigo e pianista de muito valor.
Vamos todos apoiá-lo!





"Noscete ipsum"

Altamente!!!!!!!

Estava eu a tomar o meu pequeno almoço, constituído por café gelado e torradas esturricadas quase em carvão, quando decidi explorar a possibilidade de traduzir o blog através daquele botãozinho muito engraçado que diz translate.

Sabem o que descobri?

Não?

Ninguém quer tentar adivinhar?..

Oh,.. vá lá... é fááááááácil!!!


Descobri que o blog pode ser traduzido para RUSSO e UCRANIANO!!! Altamente!!!

É que até lhes põe os caracteres do alfabeto deles!!

Que fixe!!!

"El amico russo" não terá mais problemas em entender o que por aqui eu digo!!

É que estou mesmo contente!!

E bem, já vos informei de tal facto, vou só até ali estudar os Nocturnos de Chopin!

Beijinhos e abraços e um domingo maravilhoso para todos vocês!!


"Noscete ipsum"

sexta-feira, março 12, 2010

Desafio que aceitei

Depois de ter visto este desafio em alguns blogs (como no Stupid is the new smart), resolvi também eu criar uma lista das "101 coisas para fazer em 1001 dias".

Como eu não sou nada doida, resolvi "meter mãos à obra" e criar a tal lista.
Confesso que me deu uma tabalheira descomunal! Nunca pensei que fosse preciso pensar tanto para descobrir 101 objectivos para fazer em quase 3 anos (também vistas bem as coisas, 3 anos é muitíssimo tempo... lol! Às vezes nem sei o que me vai apetecer jantar, quanto mais...).

Mas vai ser interessante, findo este tempo, ver o que atingi e o que não atingi. A vida precisa sempre de objectivos e motivações que nos façam seguir em frente, por isso... aqui vai a minha lista!!


1. Casar
2. Ter dois filhos (preferencialmente um rapaz e uma rapariga; os outros dois virão mais tarde)
3. Comprar casa
4. Mestrado em Musicologia ou Ensino de Instrumento
5. Fundar a minha própria Escola de Música
6. Dirigir um coro infantil
7. Fazer uma tatuagem
8. Ir a um festival de Verão
9. ter aulas de canto
10. aprender violoncelo
11. ser madrinha de alguém
12. aprender alemão em condições para poder falar com os meus futuros sogros (e para poder entender o que o E. vai dizer aos nossos filhos!!)
13. Ir outra vez à Disneyland Paris mas desta vez com o E.
14. Ir à Irlanda
15. Conhecer o Gerês
16. Emagrecer de 10 a 15 kg
17. Reaprender o francês que esqueci
18. Acabar de escrever o meu livro
19. Publicar o meu livro
20. Dar uma entrevista a sério
21. Dar um concerto de piano a solo numa sala de concertos
22. Estudar no estrangeiro
23. Viver numa grande cidade nem que seja 6 meses
24. Comprar um Kawai de cauda inteira
25. Montar as 4 baladas de Chopin
26. Conhecer finalmente os Estados Unidos da América
27. Arranjar tempo para Yoga
28. Recomeçar a fazer natação
29. Morar num sítio que tenha grandes jardins para poder passear aos Domingos à tarde
30. conseguir manter a minha secretária arrumada
31. Acabado o mestrado, ingressar em Doutoramento
32. Criar um Web-site
33. dar aulas de piano
34. fazer acompanhamentos de piano em escolas de música
35. criar um projecto de música de câmara que se mantenha a nível profissional
36. Tocar “Les funerailles” de Liszt
37. Tocar a “Barcarola” de Chopin
38. Integrar um conjunto vocal que cante polifonia sacra
39. Aprender a cozinhar pratos mais sofisticados
40. Dar “dinner-parties” na minha casa (a do ponto 3 desta lista)
41. Colmatar a minha falta geral de conhecimentos geográficos (sim, eu sei que é uma vergonha…)
42. Interessar-me mais por política para perceber o que vai mal neste país
43. fazer algo de importante para melhorar Portugal (projectos, iniciativas…)
44. ir a Fátima no 13 de Maio
45. ir a Roma (Vaticano) na Páscoa
46. voltar a dar catequese
47. fazer pelo menos uma saída a sério por mês (com direito a caipirinha e chegada a casa às 3 da manhã)
48. Fazer um curso de representação
49. Fazer uma sessão fotográfica profissional
50. ir a um SPA com todos os tratamentos a que tenho direito
51. disfrutar de… hm… 10 massagens de corpo inteiro
52. Provar morangos com champanhe numa suite de um hotel de 5 estrelas
53. Ter coragem para tomar banho no mar de noite
54. Preparar um jantar romântico para o E.
55. Fazer um curso de fotografia profissional
56. Frequentar um atelier de escrita
57. Ir a um ballet com o E.
58. Criar um selo e desafio para circular na blogosfera  (feito)
59. Ser mais activa em campanhas de ajuda ao meio ambiente
60. Realizar trabalho de voluntariado
61. Publicar pelo menos um artigo em revista científica
62. Apresentar um painel num encontro de arqueologia
63. Voltar a Port Aventura mas desta vez com tempo e sem confusões
64. Voltar a visitar a Ópera de Paris
65. Ver um filme de terror (mesmo que isso implique não dormir 5 noites seguidas!)
66. Fazer um Inter-Rail
67. Voltar a Santiago de Compostela e ver o Bota-Fumeiro em acção outra vez
68. Reencontrar a Imma
69. Acampar com um grupo porreiro de amigos (E., C., F., AL., etc)
70. Ir à Holanda
71. Visitar a casa da Anne Franck
72. Fazer uma viagem pela Europa numa autocaravana, de mochila às costas, partindo à aventura
73. Ir à Alemanha
74. Começar a apreciar e conhecer vinhos
75. Começar um bordado e acabá-lo
76. Fazer um vestido para mim própria
77. Fazer um curso de informática para aprender HTML, CSS, XML, etc.
78. Desenhar o meu próprio template para o meu blog
79. Casar-me com o vestido de noiva mais perfeito de sempre porque vai ser feito pela minha Mãe
80. Ir jantar a um restaurante de sushi (feito)
81. Aprender a fazer cozinha indiana
82. Provar marshmallows torrados
83. Aprender a fazer caramelo
84. Melhorar significativamente os meus níveis de arrumação
85. Voltar a passar férias com a C.
86. Ir a um espectáculo da Broadway
87. Voltar a ver o Ballet Trocadero (vale sinceramente a pena!)
88. Ver o filme “Love actually” numa noite de inverno, com a lareira ligada, abraçada ao E., enrolada numa manta. Ah, e lá fora tem que haver trovoada!
89. Voltar a Roma, com tempo, para conhecer devidamente a cidade e monumentos
90. Visitar 5 grandes museus portugueses
91. Ir à Casa da Música assistir a um concerto
92. Ir a um concerto do David Fonseca
93. Comprar o último disco do David Fonseca (feito)
94. Aprender a ler cartas de Tarot
95. aprender a decifrar melhor o significado dos sonhos
96. Doar algum dinheiro a uma instituição de caridade para crianças desfavorecidas
97. Decorar de uma vez por todas as dinastias de reis portugueses e as suas datas
98. Conhecer melhor os vários momentos da História da Arte
99. Ter uma divisão da minha casa decorada toda em cor de rosa
100. Voltar a Marrocos
101. Conseguir acabar esta lista de tarefas quase impossíveis!!!


Ufa!

Wish me luck, people!
E levem o desafio com vocÊs, é divertido!

"Noscete ipsum"

Rascunhos antigos