domingo, abril 05, 2009
Há algo de que eu já me dei conta há algum tempo, mas nunca o referi publicamente (apesar de o conceito "público" ser algo extremamente relativo neste espaço...).
Aparentemente, há pessoas de uma certa categoria (a qual eu gosto de apelidar como teoricamente-muito-atarefadas-mas-na-prática-não-o-são) que conseguem ter tempo, neste mundo de doidos, de vir ao meu blog, retirar informações e passá-las a terceiros com o objectivo quase de controlar a minha vida e com isso tentarem algo que ainda não é perfeitamente claro para mim.
Ora bem.
Tenho algumas considerações a tecer...
Em primeiro lugar, o meu obrigada a essas pessoas, porque acabaram de me provar que ao contrário do que sempre pensei, alguma importância devo ter para ocupar tempo fundamental nas suas vidas. Alguma importância devo ter para que falem de mim!! Ena pá! E eu que andei tantos anos a pensar o contrário! Altamente!...
Em segundo lugar... e mais a sério...
Tenho a dizer que escrevo o que me apetece, uma vez que não ofendo ninguém. A minha vida a mim me pertence, as minhas decisões por mim foram feitas e as consequências por mim serão aceites.
Se me apetecer vir aqui colocar animações gráficas que me transformem na Brigitte Bardot... queiram por favor explicar-me em que é que isso vos afecta e em que é que isso vos rouba quase o pão da mesa??
A sério... Um conselho...
Arranjem uma vida vossa, não sejam frustrados, e não se metam onde não são chamados...
Não por mim, que me é completamente indiferente o que dizem ou deixam de dizer sobre mim... É para o lado que durmo melhor...
Mas por vocês... quer dizer... tornam-se, na vossa tentativa de serem muito tudo-e-mais-alguma-coisa, dignos da minha pena... e penas têm as galinhas, eu que saiba sou humana!!
Get a life..
quinta-feira, abril 02, 2009
É um pouco raro, penso, chegar ao 24 anos e dar-me conta de que não sei quem sou, não me conheço a mim própria.
Por vezes sei o que quero, por vezes tenho a sensação de que tenho falhado em tudo e mais alguma coisa.
De que me serve ter já uma licenciatura, de que me serve estar a tirar outra, de que me serve estar a trabalhar, de que me serve tudo isto?
Poderão dizer, "serve-te para te sustentares, para sobreviveres neste mundo cão".
Sim, eu sei. Mas... será realmente isso que mais interessa nesta vida?
Claro que a capacidade de um se auto-sustentar é importante. A lei da vida é assim mesmo e infelizmente chegará uma altura em que apenas comigo própria poderei contar, por isso é tao importante adquirir desde já mecanismos de defesa e suporte que me permitam, de uma maneira ou de outra, conseguir lidar com esse momento.
Mas...
Será possível viver-se a vida só com esta capacidade de sustento? Não será isso apenas sobreviver, e não viver realmente?
Que nos faz falta para viver, e não apenas sobreviver? Não será a felicidade parte integrante do processo?
Já Oscar Wilde dizia que "a maior parte das pessoas se limita a existir".
E como encontrar essa felicidade? Amigos? Família? Trabalho? Estudos? Casamento? Saídas à noite?
No fundo, bem la no fundo, não serão isto apenas máscaras, mecanismos que nós encontramos para não termos de lidar conosco próprios? Ocupações, nada mais que isso, para termos a desculpa perfeita para não termos tempo para nos confrontarmos com o nosso eu mais profundo?
Nunca fui alguém muito sociável, nunca o consegui ser, nunca me senti à vontade junto de muitas pessoas, não sei interagir socialmente.
Não quer dizer que não goste de estar com pessoas, somos seres humanos e temos esta necessidade, quase absurda, de conviver com os outros. Gosto de estar com os outros, de observar as suas reacções, e de tentar perceber como funciona todo este mecanismo de interacção humana.
É complicado conviver com as pessoas, nunca se sabe o que se pode ou nao dizer, porque cada pessoa é um universo e não há certezas do que é levado a bem e do que é levado a mal, e por vezes a mais pequena coisa origina um mal-entendido tamanho que se perde confiança que leva anos a construir. É raríssimo, se não impossível, encontrar um, apenas um, verdadeiro amigo. Daqueles em que podemos ser nós próprios, sem máscaras, sem medos.
Mas essas máscaras, poderão elas realmente cair?
Acredito piamente que não, uma vez que nem nós nos conhecemos verdadeiramente porque encontramos sempre milhares de desculpas para não o fazermos. Se nós nao nos conhecemos, como saberemos o que é uma máscara e o que não é? Como sabemos que estamos a ser nós próprios ou quando estamos a ser o "nós-próprios-politicamente-correcto" porque estamos com os outros? Não nos faltará um pouco a coragem, quando depois estamos sozinhos, de sermos quem realmente temos e precisamos de ser? Seja alegres, tristes, aborrecidos? Seja o que for?
Cada vez me faz mais sentido a máxima "conhece-te a ti próprio". Mas deveria ser mais "tem a coragem de te procurares no meio da agitaçao deste mundo".
Não é fácil e está enganado quem disser que é.
No fundo...
No fundo o que realmente importa nesta vida?
Os títulos? Que eu saiba, quando nasci, não havia nenhum "doutora" antes do meu primeiro nome.
Dinheiro? É necessário, sim, mas so até certo ponto. Ele não compra alegria, felicidade, amor nem boa educaçao...
As licenciaturas? Mas para que servem se não as pomos em prática? E que nos ficará realmente de conhecimento útil depois de as terminarmos?
Amigos? São raríssimos, e praticamente todos acabam por nos desiludir uma vez ou outra, mais cedo ou mais tarde. Importa a capacidade de os perdoar e de esquecer o que nos fazem, mas se o fazemos vezes demais, somos apontados como "trouxas", como "tansos", como aquelas pessoas que dizem que sim a todos, independentemente de terem sido ou nao magoadas.
O próprio processo de perdoar é tao complicado. Perdoo porque não sei ser de outra maneira. Perdoo vezes e vezes sem conta. Quando não o faço, sinto-me arrogante, convencida, e fico mal comigo mesma. No entanto, isso não quer dizer que nao me sinta triste quando me magoam, quando me usam, quando vejo que so sirvo enquanto as pessoas ganham alguma coisa em serem minhas "amigas".
Que necessidade é esta que eu tenho de tentar ter amigos quando vejo, e sei, e sinto na minha pele, que não existe tal categoria de pessoas, tirando um ou outro caso muito, muito excepcional?
Que necessidade esta de me tentar integrar, de tentar ser "normal"? Não o sou, nunca o fui, e provavelmente nunca o serei.
Tenho tanto, tanto, dentro de mim, e não encontro maneira de o fazer sair.
Se nem eu me conheço, se nem eu sei quem sou, nem como sou... como hão os outros de o saber?...
Cada vez mais esta necessidade de conhecimento de mim mesma, já que só assim saberei o que me faz falta, o que me vai completar, o que me vai permitir encontrar essa felicidade que todos procuramos e que poucos encontram.
E poucos encontram porque nos encontramos presos ao imediato, ao que todos nos dizem que precisamos de ter: dinheiro, trabalho, emprego, títulos.
Não é isso que nos define.
Quanto mais temos, menos somos, porque mais presos nos encontramos a tantas e tantas futilidades desta vida.
Então é necessário libertarmo-nos, termos a coragem de nos conhecermos, de nos procurarmos, de nos encontrarmos e enfim de nos afirmarmos, sem medos e sem receios, porque afinal de contas se não formos honestos conosco, não o seremos com outros.
Libertemo-nos entao do imediato e do material, procuremos que somos bem lá no fundo.
Conheçamo-nos.
sábado, março 21, 2009
"Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito."
Sem dúvida que nos da muito que pensar...
Sinto-me muito feliz com o que tenho, adoro a minha família, os meus pais e a minha irmã.
Mas sinto falta de alguém ao meu lado. Por muito estúpido que isto possa parecer.
sexta-feira, março 13, 2009
Um artigo interessante
Que nunca mais ninguém diga que um beijo é irrelevante, inútil, inofensivo ou perigoso...
sábado, fevereiro 14, 2009
Valentine's day?...
quinta-feira, janeiro 01, 2009
domingo, dezembro 07, 2008
Como irritar um Maestro:
2. Queixar-se da temperatura da sala de ensaio, da iluminação, da falta de espaço ou das correntes de ar. É melhor fazer isto quando o maestro está sob pressão.
3. Enterrar a cabeça na partitura mesmo antes de uma deixa importante.
4. Pedir uma nova audição ou uma mudança de lugar. Pedir frequentemente. Dar a impressão de que se está prestes a desistir. Fazer com que o maestro saiba que se está ali como favor pessoal.
5. Limpar ruidosamente a garganta durante as pauses (os tenores estão treinados para fazer isto desde nascença). Interlúdios instrumentais calmos são uma boa oportunidade para assoar o nariz.
6. Muito tempo após uma passagem, perguntar ao maestro se o Dó natural estava afinado. Isto é particularmente eficaz se não se tiver um Dó natural ou se nem sequer se estava a cantar na altura.
7. Esperar bastante tempo após o início do ensaio para dizer ao maestro que não se trouxe nenhuma partitura.
8. Em momentos dramáticos da peça (quando o maestro estiver bastante emocionado) ocupar-se a marcar a partitura, para que o clímax soe vazio e desapontante.
9. Olhar frequentemente para o relógio. Agitá-lo com cepticismo, ocasionalmente.
10. Sempre que possível, cantar uma oitava acima ou abaixo do que está escrito. Isto é um excelente treino auditivo para o maestro. Se ele der por isso, negar veementemente e dizer que ele devia estar a ouvir os harmónicos.
11. Dizer ao maestro: "Não estou seguro(a) em relação à pulsação." Os maestros são muito sensíveis em relação à sua técnica de marcação de tempo, portanto há que desafiá-lo frequentemente.
12. Se se estiver a cantar numa língua pouco familiar para o maestro, colocar-lhe tantas questões quanto possível acerca do significado de palavras individuais. Ocasionalmente, dizer duas vezes a mesma palavra e perguntar ao maestro a sua preferência em termos de pronúncia, assegurando-se de ter pronunciado exactamente do mesmo modo das duas vezes. Se o maestro não detectar nenhuma diferença, olhar com total desdém e murmurar qualquer coisa acerca de "subtilezas de inflexão".
13. Perguntar ao maestro se ele ouviu a gravação de Bernstein da peça que se está a ensaiar. Sugerir que ele poderia aprender uma coisa ou duas ao ouvi-la. Também é bom perguntar: "Esta é a primeira vez que dirige esta peça?"
14. Se o fraseado diferir da dos outros coralistas, persistir obstinadamente na nossa versão. Não perguntar ao maestro qual a versão correcta até estarem nos bastidores, mesmo antes do concerto.
15. Durante uma pausa longa e significativa prolongar a nota durante mais um segundo ou entrar uma pulsação antes do fim da pausa.
16. Não esquecer: mais piano significa mais lento!
sábado, outubro 18, 2008
Mais um ano
Tal como já suspeitava, não fiquei a dar aulas, e tenho já tantas saudadinhas dos meus meninos... bem, não é realmente o fim do mundo, e assim tenho mais dois diazinhos semanais para estudar, o que é bom.
Este ano também já não dou catequese. Pormenores à parte, uso a mesma lógica que em relação às aulas. É mais uma tarde para estudar!
Estou a dar-lhe forte este ano.
Ao fim de algum tempo, "regressei a casa", recomecei a ter aulas de História, mas desta feita de História da Música. Precisava de optativas para o meu curso, e já que (in)felizmente não estou a trabalhar... aproveito para estudar coisas que gosto a sério. Portanto, este ano o meu plano de acção engloba piano, cvi, análise, formação, estética, harmonia ao teclado, coro, historia da música ocidental III, história da música em Portugal II e Teoria e Método da Musicologia Histórica. TUdo isto só este semestre... sim, há fortes probabilidades de estar insane... mas na verdade sinto-me muito bem. Há que tempos que não estava tão entusiasmada com algumas cadeiras do curso... quem sabe, talvez depois de acabar Piano faça as cadeiras que me faltam para Musicologia.
No outro dia a minha mãe dizia-me "nem pareces a mesma, sentada ao Piano a estudar e em frente ao pc a estudar e a procurar coisas", e é verdade. No fundo é disso que gosto, e já em História considerei o rumo de Investigação (embora depois não o tenha seguido por várias razões). Enfim, o tempo o dirá.
Em relação ao piano, este semestre estou a estudar as 32 variaçoes em Do menor, de Beethoven; uma tocatta em mi menor de Bach; e uma sonata contemporânea de Galina Ustwolskaja. Em relação a CVI, um trio em Si b Maior de Schubert. Vamos ver como corre...
Noutra nota...
Estou sem pc. Requiem por um pc... o meu ardeu. Ando agora com um emprestado. Só espero não ter perdido os dados...
quarta-feira, agosto 20, 2008
Aqui..
Este ano... ui. Foi de doidos. Trabalhei, estudei, acabei o conservatório, comecei a dar concertos...
Dar aulas foi uma experiencia maravilhosa. Adorei os meus alunos. Liguei-me tanto a todos eles... tenho uma pena enorme de não ter uma única fotografia com eles. Ana Rosa, Tiago, Joelma, Johanna, Eve, João Gabriel, João Pedro, Rute, Lia, Cristiana, Luciana, Christien (ok, este um pouco menos, mas mesmo assim,...)... todos vocês me ficarão para sempre no meu coração. Convosco ri, chorei, e muito aprendi, e portanto a todos vocês deixo um OBRIGADO do tamanho deste mundo e do outro. Sim, isto parece uma despedida, não sei ainda se terei a honra de continuar com vocês no próximo ano lectivo....
Ninguém consegue imaginar o que é a Música para mim,é tudo o que tenho, tudo o que me faz viver, tudo o que me faz respirar, tudo o que me completa, e no entanto sinto que nunca serei boa, nunca conseguirei ter a aproximação que quero, nunca tocarei como desejaria, começo a acreditar no que me dizem, que de facto sou uma "inválida".
Sim, dei concertos, mas dos 3 que dei apenas o último não foi uma anedota completa. Senti-me uma impostora no palco, de tanta asneira que fiz. E ainda por cima pagaram-me por eles...
Estudar é o caminho para melhorar, e sei que é o que terei de fazer.
Mas estudar como? Tive de concorrer para Arqueologia, pois o que ganho na Academia não é certo nem estável nem recebo a tempo e horas, antes mais quando eles se lembram... Adoro dar aulas, mas... também quero a minha independência. É normal, creio. Estou com 23 anos, quase 24, e continuo dependente de todos.
Concorri para Castro Marim, Tavira, Tomar... Estou ainda à espera de uma resposta de Castro Marim, se tudo correr bem ficarei lá, mas também sei as contrapartidas. Terei de fazer o curso como trabalhadora estudante, terei de deixar cadeiras para trás, e isso nunca me aconteceu. Se já assim me sinto uma falhada, deixando cadeiras para trás entao nem quero imaginar. Isto pode parecer ridículo, mas é na verdade como me sinto. Sinto-me perdida, sem saber muito bem o que fazer... quero a minha independência, o meu dinheiro... mas também quero a MINHA música... e sei que por agora não poderei ter tudo. Mas isto não torna as coisas mais fáceis de aceitar...
Hoje vem uma menina cá a casa, vou começar a dar-lhe aulas particulares, mas não sei se ela vai durar muito tempo.É uma miúda adorável, mas já tem tantas actividades que não sei se vai ter tempo para mais esta... vamos ver...
Estamos em final de Agosto. Passo o ano lectivo à espera que as férias comecem; este ano então... Évora, Faro, Tavira, catequese, coro, durante um tempo o Quinteto... só queria férias. E no entanto, agora ja estou farta delas... faço tantos planos e nunca os consigo cumprir...
Vou na próxima semana aos Açores ao casamento de uma amiga. Estou muito contente por ela, mesmo, mas faz-me tanta confusão. Ela é mais nova que eu e vai-se casar no dia 6 já... e eu, que sempre sonhei casar aos 23 ou 24 anos, vejo esse sonho cada vez mais longe. O sonho da minha própria família, dos meus filhos, do meu casamento... está cada vez mais longe. Sei que um dia chegará, mas enquanto não chega vou sonhando... só que a vida não pode ser feita apenas de sonhos...
Ai...
Já chega de despejar por aqui asneiras e tolices...
Vou mas é estudar piano, para ver se melhoro...
Beijos!
quinta-feira, agosto 14, 2008
Finalmente...
Mas a verdade é que a vontade de o fazer não é muita... há muita coisa para contar (lol há não sei quanto tempo não posto nada decente e tal) mas hoje também não apetece...
Por isso fica apenas um beijinho!
terça-feira, julho 29, 2008
A cinderela versão séc. XXI
A Cinderela (Cindy p’ós amigos), parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails.
Com este desatino todo, só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas. É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ia acontecer: Uma rave!!! A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases.
Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coche, apareceu-lhe uma fada do baril que lhe abichou uma farda baita bacana, ela ficou a parecer uma g’anda febra.
Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12.
Tás a ver? A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a bombar.
Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou logo ali. Aí a Cindy, passou-se dos carretos, desbundaram “ól naite long”, até que ao ouvir as 12, ela teve de se axandrar e bazou.O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de frosques e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama.
No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato.
Como era um ganda cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que ficaram a anhar....
sábado, junho 28, 2008
I'm tired... fim de ano lectivo e ainda tanto por fazer...
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas.
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço, Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo, Cansaço...
Alvaro de Campos
sábado, junho 07, 2008
LOL!!! Qualquer dia é mesmo assim que se escreve a nível universitário e tudo...
(Versão Acordo Ortográfico de 2058)
Tás a ver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi
obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a
velha tava a bater mal, tázaver? E então disse-lhe:
- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das
árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois
tenho a bófia à cola!
Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a
toca da velha era bué longe, e a pita cagou na cena da kota dela e
enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do
iPod...
É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué
ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:
- Yoo, tá td? Dd tc?
- Tásse... do gueto ali! E tu... tásse? - Disse a pita
- Yah! E atão, q se faz?
- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track,
que tá kuma moka do camano!
- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?
- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me
de pildra se me cata...
- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha,
até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem
nada.
- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!
E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e
chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver? Manda um
toque na porta, a velha 'quem é e o camano' e ele 'ah e tal, e não sei
quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...'. A velha abre
a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o
camano e até chuchou os dedos...
O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha
que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o
gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à
maneira, tásaver?
A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.
- Basa aí cá pa dentro! - Grita o dog.
- Yo velhita, tásse?
- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...
- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...
- Bacano, pa ver se trato esta cena.
- Pá, mica uma cena: pa ké esses baita olhos, man?
- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?
- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?
- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?
- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?
- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!
E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita
dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos
tomates do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog
vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando
vai pa engolir a gaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum
serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou
logo ali, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia
da nhanha. Ina man, e a malta a gregoriar-se toda!!!
E prontes, já tá...
(Autor desconhecido)
sábado, abril 19, 2008
Não,...
Mas ando esgotada com trabalho...
fica prometido que assim que tiver um pouco de tempo livre (para quando, oh céus, para quando...) venho cá dar sinais de vida...
terça-feira, março 11, 2008
Pois, eu sei...
Incrível o que alguém maluco faz com 5 minutos de tempo livre e um computador macintosh...
terça-feira, março 04, 2008
Hoje vou deixar-vos com alguns links que talvez possam interessar.
O primeiro, como não podia deixar de ser, refere-se a uma menina que virá a ser uma grande pianista. Não sou eu que o digo mas sim os entendidos na matéria.
De seguida, deixo-vos com uma pequena interpretação minha de uma arabesque de Debussy e com dois vídeos do Quinteto Sotto Voce. Agradecemos divulgação deste último.
De igual modo, deixo-vos a "morada" do nosso quinteto
Beijinhos!
http://www.youtube.com/watch?v=bhjqwct5rhE
http://www.youtube.com/watch?v=O0zdNBqR-PQ
http://www.youtube.com/watch?v=IjY7ayJLajo
http://www.youtube.com/watch?v=NzDGzsdGLo8
http://quintetosottovoce.blogspot.com
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
sábado, fevereiro 16, 2008
Primeira apresentação enquanto professora/pianista
Ana Rita Faleiro
Iniciou os seus estudos musicais com a idade de 5 anos, em Carnaxide.
Tem participado ao longo dos anos em iniciativas musicais como “40 mãos num piano”, masterclasses de piano (com o pianista Sequeira Costa), de canto (com Evelina Pereira) e de Direcção Coral (com Paulo Brandão) e concursos (na cidade de Vigo); é a pianista acompanhadora do Quinteto Sotto Voce.
Estudou, entre outros, com Irene Ainstein, Johann Jansonius, Juan Carlos Cañada, Mauro Dilema, Oxana Anikeeva e Patrizia Gilberti.
Licenciada em Arqueologia, encontra-se agora na Licenciatura em Piano, na Universidade de Évora, sob orientação do Professor João Vale.
Programa para dia 05 de Abril de 2008
Sonata KV 570, Mozart
Impromptu op. 90 nº 4, Schubert
Nocturno op. 55 nº 1, F. Chopin
Estudo op. 25 nº 7, F. Chopin
Prelúdio op. 9 nº 1, Scriabin
1ª Arabesque, Debussy
Roda o Vento nas Searas, Telas Campesinas op. 6 nº 4, Luiz Costa
Prelúdio XV, Freitas Branco
Programa para dia 07 de Junho de 2008-02-16
Sonata nº 3 em Do Maior, D. Scarlatti
Sonata op. 90 nº 27, Beethoven
Improviso op. 142 nº 2, F. Schubert
Nocturno op. 9 nº 2, Scriabin
Polonaise op. 26 nº 2, F. Chopin
Nocturno op. 32 n º 2, Chopin
Prelúdio em Sol # menor, Rachmaninoff
Prelúdio em Dó # menor, Rachmaninoff
domingo, fevereiro 03, 2008
É inadmissível...

Este texto não é da minha autoria, mas subscrevo-o totalmente.
Isto é pura e simplesmente inadmissível. Infelizmente parece cada vezmais que vivemos num país em que a cultura, base basa um ser humano total, é cada vez mais posta de lado...
Acordai! Para onde caminha este país??
Portugueses, nunca o nosso país se mostrou tão vanguardista quanto agora.
Diria até que o governo do nosso país é o mais perfeito objecto de arte contemporânea: nunca, até agora, os políticos deste planeta vestiram tão surpreendentemente o papel de actores de artes performativas, criando verdadeiros happenings dialécticos, verdadeiras demonstrações de surrealidade e grandes demonstrações de demagogia ludibriantemente hipócrita, ignorante, non-sense.
Poderia citar belos exemplos. Deter-me-ei contudo com a mais bem acabada surrealidade do actual Ministério da Educação. Trata-se da «Democratização do Ensino Artístico».
Ora haja, antes de mais, aplausos. O Ministério pretende alargar a música a todas as crianças do primeiro ciclo (mais de um milhão e meio de alunos), que terão talvez duas horas semanais de aulinhas extra-curricularmente enriquecedoras. Que não haja péssimos professores suficientes, quanto mais professores minimamente competentes, não é problema. O Ministério quer, e pronto.
Ora haja, depois disto, mais aplausos. Com a anterior medida, pretende então o Ministério extinguir, por completo, a iniciação musical ministrada nos conservatórios, para economia de recursos. Não importa que os conservatórios deixem de poder formar músicos como os que formou ao longo de cento e setenta anos, músicos esses que constituem o corpo artístico de maior qualidade do país. Não importa que as aulinhas do primeiro ciclo, onde porventura os meninos irão aprender a cantar «O balão do João» e mais meia dúzia de cantigas enternecedoras, nada e rigorosamente nada tenham a ver com a especialização e exigência do ensino dos conservatórios. Não importa sequer que, depois, só se possa entrar no conservatório com uma idade bem mais avançada que o cientificamente ideal, nem que, para que possam entrar com a preparação que não tiveram e que desde sempre se exigiu, os pais desses alunos especialmente dotados tenham de pagar balúrdios a escolas privadas que os preparem.
Ora haja, ainda e cada vez com mais ímpeto, mais aplausos. O Ministério decidiu que o regime supletivo não funciona e, como tal, reduzirá o conservatório ao regima integrado.
Mas antes de mais aplausos, detenhamo-nos neste ponto. Depois sim, aplaudam furiosa, derisória e freneticamente.
O regime integrado consiste na frequência única e exclusiva de um curso no conservatório. O regime supletivo é aquele que permite ao aluno a frequência do conservatório paralelamente ao currículo escolar da maioria dos portugueses. Apesar de esta ser uma opção exigente e difícil a nível de carga horária, é a mais escolhida porque:
1) Não é no fim da escolinha primária que os meninos decidem ser médicos e descobrem imediatamente a sua vocação, tão pouco arquitectos ou engenheiros, vulcanólogos ou feirantes ou políticos. E a música não será, decerto, excepção.
2) Os seres humanos não são seres monovocacionais e, caso não raro, dedicam-se a várias disciplinas e aprofundam prática e saber em várias áreas. Se o aluno é apto psicológica e fisicamente a suportar as aulas do ensino regular conjuntamente com o ensino da música, do mesmo modo que pode (e deve!) frequentar ainda outras actividades como o desporto e outras artes, por que razão decide o ministério retirar-lhe essa oportunidade?
Passemos a números. A título de exemplo, a Escola de Música do Conservatório Nacional, com cerca de novecentos alunos, passará a ter quarenta (o número de alunos do integrado).
Passemos à realidade prática. Centenas de alunos do Conservatório Nacional e dos Regionais serão obrigados a abandonar o seu desenvolvimento vocacional, a não ser que, caso raro, o agregado familiar possa suportar os custos de um ensino particular e, caso ainda mais raro, encontre a qualidade do ensino do conservatório nesse ensino particular.
Os alunos de canto, que só podem entrar, por razões fisiológicas, depois da mudança de voz, em idade relativamente avançada, ficam portanto excluídos completamente, já que, mesmo que quisessem entrar no regime integrado, não o poderíam fazer depois de acabarem a escolinha primária.
Mas não é tudo. O ministério chegou mesmo a pretender que as aulas de instrumento fossem leccionadas colectivamente. Esta ideia não cabe na cabeça de qualquer músico. Isto só revela uma ignorância tremenda do que é a complexidade e a especificidade do ensino musical por parte das entidades ministeriais.
A ignorância é mesmo tanta que justificam o fim do regime supletivo com o suposto facto de os alunos "desistirem do curso", por não serem emitidos diplomas. Ora a maioria dos alunos não os chega a pedir, porque para entrar numa orquestra, num coro ou para realizar qualquer trabalho artístico não se apresenta um diploma: fazem-se audições.
Mas não, não precisam de aplaudir mais. Divulguem, isso sim, a mensagem, e ajudem a que esta pseudo-democratização não contribua para que Portugal fique cada vez mais na cauda da Europa, desta vez a nível cultural e formativo.
O Conservatório Nacional é uma instituição centenária, passaram por eles a grande maioria dos músicos eruditos de renome nacional e internacional. Centenas de profissionais de inquestionável prestígio estudaram em regime supletivo. O Conservatório organiza anualmente centenas de audições, concertos e recitais de música de entrada gratuita, contribuindo muito mais para a divulgação da música do que óperas emmanuelnunianas, e será certamente mais barato de manter que estas, se pensarmos também na riqueza que daí advém.
O alargar da educação a musical a todos os estudantes portugueses não tem nada, nem pode ter nada a ver com o conservatório. O primeiro trata da alfabetização musical dos cidadãos, o segundo da formação de profissionais e artistas amadores especializados.
Que país europeu não tem o seu Conservatório?
Pelos vistos, Portugal será o primeiro a deixar de ter o seu, e a perder um património cultural que muito dificilmente será recuperado, e que fará na História da Música Portuguesa e na História da Música Europeia uma ferida irremediavelmente trágica.
[Serão avançadas novidades legislativas próximo dia 11 de Fevereiro. Até lá esperam-se manifestações, críticas e a voz do povo contra este conjunto de medidas! Estou disponível para mais informações: edward.gpinto@gmail.com ]
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