Amor eterno...

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quinta-feira, maio 20, 2010

Das amizades

Ora aqui está um tema sobre o qual nunca me ocorreu escrever, não sei porquê.
À laia da publicidade Nicola, "hoje é o dia".

Afinal, o que define um amigo ou uma amiga? É possível amizade entre sexos opostos sem que a uma dada altura haja uma atracção de uma parte a outra? Correspondida ou não?

Para mim, um amigo ou amiga é aquela pessoa que eu sei que vai estar sempre lá para mim. No matter what.
É aquela pessoa que me diz não apenas o que eu quero ouvir, não apenas que eu tenho razão e que o resto do mundo está contra mim, e que são todos uma cambada de parvos por não reconhecerem que eu sou o centro do Universo.
Para mim, uma amiga ou um amigo é aquela pessoa que é capaz de me dizer ao telefone "pára de ser estúpida, sabes que não é assim, sabes que não tens razão" e ao mesmo tempo apoia-me para fazer o que está certo, o que é correcto.
É aquela pessoa que me diz o que faz falta a cada momento, sem medo de ferir susceptibilidades ou sensibilidades.
É aquela pessoa que conhece apenas pela maneira como eu falo ou respondo ao telefonema se eu estou bem ou se estou só a fingir que estou bem. É aquela pessoa que me liga porque precisa de desabafar.
É aquela pessoa que me puxa as orelhas quando eu preciso, mas que me oferece sempre um ombro para chorar caso veja que a asneira que eu fiz foi tão grande que deixa o puxão de orelhas para depois.
É aquela pessoa com quem posso até nem falar durante algumas semanas mas sei que quando telefonar, ou escrever, vai estar na mesma, vai ter sempre coisas para contar, vai ter sempre interesse pelo que tenho para dizer.
É aquela pessoa que não se importa que eu lhe diga a verdade porque é humilde suficiente para saber que errou em determinado assunto.
É aquela pessoa que conhece cada cantinho do meu ser, e que me deixa tão à vontade que me dá as chaves do seu carro e me deixa em sua casa enquanto vai trabalhar e diz "vai passear, vai dar uma volta, fica em casa, o que é meu é teu, estás à vontade" e não tem medo que eu lhe rebente com a cozinha. É a pessoa que vem a minha casa e age como se estivesse na casa dela, é a pessoa que se lembra do nome dos meus pais e me pergunta por eles, é a pessoa que se eu não atender telefona aos meus pais para saber se estou bem.
É a pessoa que eu considero minha irmã ou meu irmão, a quem conto tudo, com quem desabafo sem medos.
É a pessoa que por muito implicativa que esteja, não aproveita cada oportunidade para uma discussão.
Uma amizade pode ter vários níveis.
Primeiro, as pessoas conhecem-se. Aos poucos, surgem piadas e conversas. Pode ser num contexto de escola, de trabalho, de café, de saídas, de internet...
Depois há a fase da troca de números de telemóveis.
Depois, a fase de troca de msn, talvez um café.
Aos poucos, a vida de dois amigos vai ficando interligada, partilham os mesmos fios, são ambos já retalhos da mesma manta.
E aqueles amigos mesmo verdadeiros estão lado a lado na manta da vida.
Talvez por isso eu não tenha muitos amigos. Talvez por isso cheguem a uma mão cheia e não a ultrapassem.
Talvez eu seja demasiado selectiva, mas de que me serve rodear de supostos amigos que de mim apenas se aproveitam porque precisam de apontamentos, de boleias, de explicações? De que me serve rodear de pessoas que me fazem sentir mal, burra, ignorante? De que me serve rodear de pessoas convencidas de que a razão está apenas do lado delas e não aceitam a verdade? Conselhos? Indicações?
Sim, os conselhos se fossem bons não eram dados, eram vendidos. Mas um verdadeiro amigo dá e recebe conselhos. Sempre ao mesmo nível do outro. Não há um amigo superior e outro inferior. Isso não é amizade, digo eu...
Ao longo da nossa vida, vamos aprendendo a seleccionar os nossos verdadeiros amigos.
Uma verdadeira amizade leva tempo a cimentar-se. Muito tempo até. Ninguém fica amigo de um dia para o outro. Fica-se conhecido, fica-se colega. Não se fica amigo. Lá está o meu carácter selectivo outra vez.
E infelizmente há amizades que se vão perdendo.
Até porque para uma amizade se manter, tem que haver um esforço de lado a lado. Não apenas de um lado. Isso é dar alguém por garantido, e é o pior que se pode fazer. Essa atitude apenas leva ao afastamento entre duas pessoas que durante algum tempo até podem ter estado lado a lado na manta que é a vida.
E pronto, é esta a noção que eu tenho de amizade. Poderá ser correcta, poderá ser incorrecta. Mas é a minha.
E para vocês?
O que é a amizade para vocês?
Desafio-vos a escrever sobre isso nos vossos blogs e passarem a outros blogs =)







"Nosce te ipsum"

domingo, abril 05, 2009

À laia de desabafo, de revolta, do que lhe quiserem chamar...

Há algo de que eu já me dei conta há algum tempo, mas nunca o referi publicamente (apesar de o conceito "público" ser algo extremamente relativo neste espaço...).

Aparentemente, há pessoas de uma certa categoria (a qual eu gosto de apelidar como teoricamente-muito-atarefadas-mas-na-prática-não-o-são) que conseguem ter tempo, neste mundo de doidos, de vir ao meu blog, retirar informações e passá-las a terceiros com o objectivo quase de controlar a minha vida e com isso tentarem algo que ainda não é perfeitamente claro para mim.

Ora bem.

Tenho algumas considerações a tecer...

Em primeiro lugar, o meu obrigada a essas pessoas, porque acabaram de me provar que ao contrário do que sempre pensei, alguma importância devo ter para ocupar tempo fundamental nas suas vidas. Alguma importância devo ter para que falem de mim!! Ena pá! E eu que andei tantos anos a pensar o contrário! Altamente!...

Em segundo lugar... e mais a sério...

Tenho a dizer que escrevo o que me apetece, uma vez que não ofendo ninguém. A minha vida a mim me pertence, as minhas decisões por mim foram feitas e as consequências por mim serão aceites.

Se me apetecer vir aqui colocar animações gráficas que me transformem na Brigitte Bardot... queiram por favor explicar-me em que é que isso vos afecta e em que é que isso vos rouba quase o pão da mesa??

A sério... Um conselho...

Arranjem uma vida vossa, não sejam frustrados, e não se metam onde não são chamados...

Não por mim, que me é completamente indiferente o que dizem ou deixam de dizer sobre mim... É para o lado que durmo melhor...

Mas por vocês... quer dizer... tornam-se, na vossa tentativa de serem muito tudo-e-mais-alguma-coisa, dignos da minha pena... e penas têm as galinhas, eu que saiba sou humana!!

Get a life..

Rascunhos antigos