Amor eterno...

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sábado, março 18, 2006

Silêncio... e solidão...

Sim. Sou irascível. Porque estou só.

A solidão é um veneno puro, que se vai infiltrando dentro da nossa alma, dentro do nosso ser, vai-nos corroendo pouco a pouco, como se de um ácido se tornasse.
Torna-nos susceptíveis, torna-nos tristes, torna-nos num vácuo, num vazio de sentido, transforma a nossa vontade de conviver e de ser feliz num nada, num zero, menos que a águas primordiais de onde tudo surgiu.

A maneira de reagir é a defesa; e a única forma de defesa é o afastamento dos outros. É a única maneira de não ficar a minha alma ainda mais pequena, estraçalhada, dividida, torturada com agulhas em fogo, que me impedem de pensar em mais do que o poço sem fundo para onde me vejo atirada, e sem um corda suave e estável por onde possa sair.

Solidão.

É isso que sinto. É isso que me consome. É isso que me torna irascível.

Sou irascível, sim, e sei-o. Mas estou só – sabê-lo-á alguém?...


Após alguns anos, decidi mandar esta postagem para a Fábrica de Letras.

9 clips:

Luís disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
anA disse...

E foi uma boa decisão...enviar para a Fábrica de letras este texto.
Tenho dias que tambem me sinto assim.

Rita disse...

anA: Obrigada. Foi o primeiro que enviei para a Fábrica, mas de ora em diante tenciono mandar mais =)

Obrigada pela opinião.

Beijinhos, Rita

Fábrica de Letras disse...

Boa tarde Rita
Obrigada desde já pela tua participação no tema deste mês da Fábrica de Letras, contudo, a tua postagem não está de acordo com as regras estabelecidas previamente e já muito difundidas. Deves escrever o título do post e de seguida o nome do blog. Se reparares, todos têm assim. Pedimos portanto, que voltes a postar esta tua participação da forma correcta.
Obrigada e bons textos.

Olga disse...

Quantos dias nos sentimos assim, é um silêncio cá dentro do peito que doi como ferros em brasa. Mas quando saimos dele sentimos a vida como nunca! Um texto excelente cheio de sentimentos. Parabéns.

Rita disse...

Olga: obrigada. Escrevi-o há muito tempo, quando estava sozinha a 900 km de casa... era realmente assim que me sentia, longe de tudo e todos... Muito obrigada pela opinião =)

Brown Eyes disse...

Rita é uma maneira de veres o silêncio que como dizes foi provocada pela saudade.
Beijinhos

Rita disse...

Brown Eyes: sim... estar sozinha a 900 km de casa por vezes tem esse efeito ;)

Obrigada pela tua passagem aqui, volta sempre que quiseres =)

Beijinhos

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