Amor eterno...

Lilypie First Birthday tickers

domingo, março 07, 2010

A vingança é um prato doce...

e que se serve frio!!

este post também se poderia chamar "A revolta do quarto arrumado"!!!

Isso, riam-se! Riam-se!! Mas se vos acontecesse a vocês, eu logo queria ver!
Como já sabem, devido ao post inútil do dia de ontem (a dobrar, ainda por cima!! Ando mesmo a abusar da vossa paciência...), passei uma tarde adorável, em lides domésticas, a tentar salvar a minha secretária, cama, estante e restante espaço habitável do monstro da desarrumação, que eu deixei crescer.

Depois dessa tarde adorável e querida e que toda a gente queria ter tido (sim, sim, eu sei que sim, não vale a pena esconderem ou tentarem disfarçar, eu bem sei que ontem todos vocês, queridos leitores, andaram a lutar uns com os outros para terem o privilégio de ficarem com a minha tarde de arrumações!), o meu quarto ficou que era um miminho.

Até parecia daqueles de filme, ou telenovela, estão a ver? Super confortável e acolhedor, só dava vontade de hibernar e não sair de lá (o que depois poderia ter algumas consequências mais negativas em termos de socialização, mas pronto, isso é apenas um pormenor insignificante que neste momento não tem importância alguma).

Por isso, quando chegou à hora de me ir deitar, pensei "maravilha! vou para um paraíso e vou dormir que é um consolo, naquele espaço tão acolhedor e confortável"...

BIIIIIIG MISTAKE!!!!

Estive a acabar de ver Beatlejuice (não recomendo nada... é sem dúvida dos piores filmes que já vi!!...), telefonei ao Elias, e preparei-me para dormir.

Até aqui tudo normal, certo? É o processo normal de qualquer ser humano adormecer: apaga a luz, faz as suas orações (ou não, dependendo da religião ou ateísmo existente), e adormece.

Isso é tudo muito bonito... mas é quando não têm um quarto revoltado por ter sido arrumado a assombrar-vos a noite!

Os espíritos das coisas encaixotadas revoltaram-se e não me deixaram dormir. Fizeram-me sentir o vazio que eles criaram. Até o cadáver do frasco de perfume que eu parti no meio das arrumações resolveu voltar das profundezas e empestou-me o quarto com um cheiro enjoativo que não imaginam!

Até parece que estava a ouvir: "Bem feita, arrumaste-me, tiraste-me a minha amiga desarrumação daqui, encaixotaste as coisinhas, pois agora não te deixo dormir".

Já alguém vos disse que um vazio irritado é horrível??? Eram 3 da manhã e eu com uma espertina tremenda!...

Conclusão... o meu quarto arrumado revoltou-se... e eu aprendi a minha lição!

Volta, desarrumação, estás perdoada!!

"Noscete ipsum"

sábado, março 06, 2010

Epá, desisto de tentar pôr fotos no blog!
Esta treta não está a funcionar, não sei porquê... enfim, também nada que seja importante, seria só para colmatar a inutilidade de ter escrito um post a descrever arrumações!!

(isto às vezes sou mesmo estranha!... se as minhas arrumações interessam a alguém... deve ser de estar doente, ou como diz a Inês, da depressão meteorológica que por aí anda!)

"Noscete ipsum"

Update da missão "Salvação da Secretária"

Pois é... custou mas foi!!

O meu quarto já não parece o meu quarto, está para aí com metade do conteúdo... lol.. acho que vai levar algum tempo a adaptar-me... mas também quem me mandou ser asmática e não gostar de ácaros??

A Secretária foi definitivamente salva. Já parece uma Secretária outra vez!! E está muito grata!! O espaço por baixo dela também foi devidamente esvaziado e as minhas pernas agradecem... já não têm que lutar com sacos, livros, caixas...



Quanto aos peluches... foi o que mais me custou abandonar. A minha cama tinha quase 20 peluches em cima, todos eles baptizados (sim sim eu sei, que pimbalhice, na minha idade ter tantos peluches, mas cada um deles contava uma história e representava um momento especial... por isso me custou tanto, apego-me muito às coisas e "encho-as" de mim...). Recusei-me a separar do Tobias e do Urso Simão. Os outros infelizmente foram encaixotados. Quando tiver uma filha, já vai ter peluches!! Como não podia ter tanta bonecada, e para não me sentir tão sozinha, deixei o cesto das bonecas de porcelana.

Finalmente, a estante... esse monstro consumidor de livros que mais parecia a referida zona de guerra...  ficou devidamente arrumada, os perfumes saltaram para a cómoda para estarem mais à mão (sim, que eu sou uma vaidosa mas sem paciência de procurar numa prateleira a rebentar pelas costuras o perfume que me apetece pôr...), os livros foram organizados... ficou um miminho!!

No meio disto tudo...

Encaixotei uma data de livros antigos, bibelots, molduras, caixas, caixinhas... é incrível a quantidade de coisas que acumulamos sem nos darmos conta!!!

Fiquei com um monte jeitoso de coisas para desterrar para Vila Real de Santo António...
Vai ser lindo no próximo ano encafuar essa tralha toda na casa nova... :S:S:S

E pronto, isto é um post um bocado ridículo...
Mas tinha que fazer alguma coisa!!

Além disso esta tarde reencontrei uma grande amiga, que já não via há anos... a máquina de aerossol!!

É que pôr o quarto habitável outra vez com a dor de cabeça que tinha e estando toda entupida era impossível... por isso lá fui buscar a máquina para andar a fazer inalações. Não estava muito confiante (afinal a última vez que a usei era uma menina pequenina, e agora sou uma mulher feita - com cabeça de menina pequenina!!), mas a verdade é que "arejou" o cérebro... Senti-me logo melhor, e vim fazer outra dose de aerossol enquanto escrevo este post que de certo é o mais inútil que já por aqui apareceu... Podia ser pior!!

(tentei, bem tentei, colocar fotografias, mas não estou a conseguir... ficam para outra vez!!)

"Noscete ipsum"

Hoje é dia de...

transformar esta zona de guerra em que durmo (também chamada de "quarto") em algo mais habitável por um ser humano.

1ª decisão - adeus peluches... gosto muito de vocês, mas os ácaros que transportam fazem-me mal.

2ª decisão - transformar a secretária em secretária e não em cabide gigantesco.

Isto das decisões é muito bonito... a questão é... conseguirei???

:p

Update mais logo à noite!

"Noscete ipsum"

sexta-feira, março 05, 2010

A minha cabeça

anda parva como tudo.

Então não é que agora me pus para aqui com ideias de como era bom ter assim uma mansão enooooooorme, sempre magicamente limpa, com jantares ultra-românticos sobre a mesa, um guarda-roupa daqueles de meter inveja a qualquer estrela do cinema, uma rosa oferecida todos os dias, banhos de espuma com muitas bolhinhas, com pétalas de rosa?...

Sonhar é de borla, mas que eu saiba não dei autorização à minha imaginação para andar por aí a voar por terras que eu não vou alcançar! Ai o canudo!...

A culpa é da Mia. E da Roberta. E do Juma. Pus-me a escrever, os doidivanas ganharam vida própria, já não os domino, e depois a minha imaginação ganha estes hábitos terríveis!


Bah...

Estou num daqueles dias estúpidos... como se diz na música, "estou bem onde não estou, porque só quero ir onde não vou"...

"Noscete ipsum"

E mais outra mudança.

Eu avisei...

Avisei que ia ser um fim de semana de mudanças... já mudei outra vez o template.
Este já me permite ter três colunas, e todas as coisinhas tão kitsch que eu gosto!

Vamos ver que mais surpresas o fim de semana reserva tanto a mim... como aos poucos e assíduos leitores de Choque Cultural!

"Noscete ipsum"

Do kitsch

Aumentei o meu vocabulário.



De acordo com algumas pesquisas (sim, que eu admito que não sei tudo... lá se vai o meu lema "conhece tudo de algo e algo de tudo"... uma falha a colmatar!), kitsch é o seguinte: (vem agora copy-paste da Wikipedia - mais uma prova de que não estou muito virada para escrever)



"Características do Kitsch  (com sublinhado a cor de rosa, ora que cor mais kitsch existe??)



Princípio de Inadequação: Ao deslocamento, junta-se a inadequação da forma, do estilo, do contexto, da função, de uso. Desvio em relação à finalidade, tamanho (abridores de garrafa gigantes), falsificação de materiais (flores de plástico), estilos contextos (anjos barrocos de gesso, para estantes) figurações em objetos utilitários (pêra de cristal, como baleiro). Funções secundárias que acabam suplantando a função principal, funções múltiplas em um único objeto. A inexistência de uma relação do tema com a estrutura geral da obra.



(confere-se… isto acaba de descrever o meu quarto… totalmente inadequado para o meu contexto de pessoa asmática)



Principio de Acumulação (ou Empilhamento): Objetos diversos sem um sentido, que possuem valor emocional e de baixo custo, que vão sendo acumulados sem uma unidade de adequação.(enfeites de geladeiras, cerâmicas, bibelôs).

(outra vez… o meu quarto…)

Além de tornar ambientes kitsch, também pode tornar pessoas em kitsch, quando ocorre o demasiado uso de enfeites ou adornos corporais. (brincos, colares, pulseiras, echarpes, etc)

 (OMG…)

Percepção Sinestésica: O maior uso dos sentidos para impressionar o espectador, imagem, som, aromas (cartões de namorados perfumados). Repetição exaustiva de mesmos signos com significados semelhantes.

(E eu que acho estes cartões tão românticos...)

Principio de Mediocridade: com tantos artifícios, inadequação, acumulação, percepção sinestésica, o kitsch chega próximo do vulgar, mas essa mediocridade facilita a absorção do consumidor. Nem feiúra nem beleza extremas: esses são valores absolutos, que fogem do intuito do kistch.

(Cá está... nem muito nem pouco... apenas... cinzento... faz lembrar a limonada cor de rosa de The Sound of Music...)

Principio de Conforto: o que não cria problemas agrada; enche a vida da sociedade de consumo de sensações, emoções e pequenos prazeres (objetos cotidianos).

(vive e deixa viver...)
O kitsch está em todas classes sociais; é um elemento de nivelação social e histórico consumido indiscriminadamente por todos.
Independente das diferentes possibilidades de status que o objeto kitsch possa suscitar, agrupa-se o kitsch em categorias: religioso (terços saturados de imagens), sexual (canetas com mulheres nuas), exótico (paisagens havaianas, indianas de fundo), doce (anões de jardim), amargo (cobras, esqueletos de plástico fluorescentes), político (insígnia de partidos políticos em chaveiros) e também as combinações entre estas.


 (bem... terço de várias imagens não tenho, mas tenho um no carro, no espelho, bem à tuga... serve?... tenho canetas com notas musicais desenhadas - creio que farão o mesmo efeito que as mulheres nuas em canetas de "gajos"... e tenho porta-chaves do meu antigo curso, substituindo assim as insígnias políticas... serve?)

O kitsch se propõe a valores sublimes. A literatura de mau gosto feita com intenções comerciais e que usam o "efeitismo" - o efeito, a emoção sentidos pelo leitor são esperados e iguais.

(ora nem mais… assim é o que eu escrevo… Afinal estava enganada quando pensei que estava a fazer descrições porreiras, ao estilo de “pintar quadros com palavras”… se calhar estou mais perto de Nicholas Sparks do que pensava!.. Omg…)

Músicas, novelas e até a arquitetura: um edifício ou uma casa no estilo neoclássico, típico do século XIX, com falsa colunas gregas de concreto e falsos frontões é Kitsch porque deslocado no tempo, feito de materiais contemporâneos e inadequado ao uso. Uma construção neoclássica não responde às necessidades de vida do século XXI, precisando, para isso, ser adaptada, deformada, tornando-se, assim, simplesmente um cenário. Podemos citar o Castelo de Brennand, no Recife, ou a forma com que se autodenomina a cidade de Garanhuns em Pernambuco ("Suíça Brasileira").
Essas características conjugadas do Kitsch agem sobre nosso sentido nos causando um "curto-circuito" da sensibilidade."



Pois...
Afinal se calhar sempre sou um bocadinho kitsch...
Ora vejamos, para além disto tudo eu ainda:

  • Gosto dos clichés românticos que vejo nos filmes; Ai que eles são tão kitsch!
  • Descobri a maravilhástica rádio M80; ai mas que música tão kitsch!
  • Gosto das músicas que mais ninguém gosta – sem dúvida, kitsch!
  • Não vivo sem emoções - o que causa um "curto-circuito" da sensibilidade" muito kitscheriano, sem dúvida.


  Kitsch para aqui, kitsch para ali…

Kitsch, kitsch, kitsch... se eu disser muito rápido, vai inclusivamente parecer aquela série (kitsch sem dúvida) do "Kitshi, o carro falantji".

 "Kitshi kitschi! Vem mi salvar"


 "Noscete ipsum"




Mudanças

E como tudo é sempre feito de mudanças, e como eu hoje me sinto fofinha, e como estava assim um bocadinho para o farta do antigo look do blog, resolvi mudar para este template.

Foi uma complicação.

Sim, que eu para computadores e tecnologias e templates tenho pouco jeito... pouco ou nenhum! As minhas águas são outras...

Mas "prontos" (isto para falar bom português)... lá tentei... e tentei... e tentei..

Há coisas que não ficaram bem iguais, como o final de cada postagem, onde eu tinha "pensado por Tita" e essas coisas todas, ou a nuvem de etiquetas (agora aparece em lista, é uma chatice, eu gosto das coisas poupadinhas, do espaço poupadinho, e agora tenho quilómetros de etiquetas... sou bem capaz de as apagar!)... mas no geral, agrada-me.

Mas como me cheira que será um fim de semana de instabilidade mental (fico sempre assim cada vez que começo a mudar algo no blog), não prometo que este seja o look definitivo.

Até porque não me sinto sempre uma sininho, não é? Às vezes sinto-me mais assim um Adamastor... mas não encontrei nenhum template com nuvens negras, raios e coriscos... o único que encontrei com o sugestivo nome de "sky night" era demasiado... como dizer... pindérico. Até para mim, que tenho um grande grau de permeabilidade às coisas pindéricas, que gosto de clichés e que cometo o crime de chamar "mor" ao meu namorado.

Bem...

fui!

"Noscete ipsum"

quinta-feira, março 04, 2010

O que nasce torto...

Tenho uma história engraçada com aparelhos de dentes.

Muito engraçada.

Começou quando eu andava algures na 3ª ou 4ª classe, já não sei bem. Os meus dentinhos pediam um aparelho dentário porque estavam tortos, os maganos. Sim senhor, disse eu. Sim senhor, disse a minha mãe. E o aparelho voou para dentro da minha boca. Um aparelho daqueles móveis, estão a ver, que não nos deixam dizer os "ssss" nem os "rrrr", sai tudo ao estilo de "xxxx" ou "jjjjjj", é uma alegria. Também não nos deixam comer, temos que estar sempre a tirá-los, é uma chatice, e todas as semanas temos que os apertar com um ferrinho tão pequenino que é um mistério não se perder. Bem, pus o bom do aparelho. Fui assim o alvo de gozo dos colegas em Espanha, detestava estar com aquilo, doía como tudo... Um belo dia dei-o à minha Mãe para o guardar, enquanto eu ia não sei onde (não podia ser longe, tinha 7 anos ou lá o que era...). Descobri o aparelho no dia seguinte debaixo da roda do carro. Adeus aparelho.

Depois, já não sei quando exactamente, pus um segundo aparelho, primo do primeiro, e que queria mostrar que era mais valente, mais corajoso e que me conseguia domar. Não conseguiu... o coitado durou 2 dias... ou melhor dizendo, um dia e meio... chegou numa sexta-feira e, como não conseguia comer com ele, no sábado, quando fui ao restaurante comer um belo de um peixe grelhado na brasa que ainda hoje me faz salivar, esqueci-me do amigo aparelho num guardanapo e vuuuuuuuuuuum!, foi parar ao lixo.

Houve uma terceira tentativa, um sobrinho dos dois anteriores. Já não sei bem o que se passou com esse. Acho que depois de uma visita de estudo ao zoomarine ele deixou de estar visível no meu campo de visão. Não sei. Eclipsou-se.

Quanto ao quarto, reformou-se quando cheguei ao 10º ano. Não aguentou os meus dentes ainda tortos e chatos, e, tímido como era, não se quis mudar comigo para a escola secundária de Tavira. Fez uma birra tão mas tão grande que tive que o deixar na caixa de plástico de cor azulão forte, daqueles "liiindos", estão a ver? E os meus dentes continuaram à solta.

Quando acabei o secundário, resolvi declarar guerra aos dentes tortos. Ah, agora é que ia ser! Coloquei um aparelho fixo, com os elásticos multi-colores (sim, que a vida é para ter as cores do arco-íris, vale lá a pena ser monocromática...).

Epá... foram os 4 anos de maior sofrimento na minha vida: os arames furavam as bochechas, os breckets saltavam, como não podia perder este tipo de aparelho engoli 2 ou 3 breckets, as guias magoavam, durante uma semana não podia sequer tocar com a língua nos dentes (a conclusão óbvia é que durante uma semana andei caladinha que nem um rato, não podia mesmo falar!), os fotógrafos mandavam-me estar de boca fechada nas fotografias, o que se saldava em fotos tipo passe em que apresentava uma cara no género "será que deixei o forno de casa ligado?", cada vez que ia ao dentista saía de lá com a boca toda dormente... foi uma festa! Mas ao fim de uma semana tinha os dentinhos todos no sítio, era uma maravilha, não fosse o metal todo lá dentro e eu tinha um sorriso pepsodent capaz de fazer inveja a qualquer anúncio desta marca de pasta dentífrica.

(Ainda hoje me pergunto porque usei 4 anos de tortura se ao fim de tão pouco tempo eles estavam certos.. mas depois comecei a entender... o dentista tinha que fazer render o peixe...)

Ora bem, ao fim de 4 anos, antes de ir para Erasmus, bati o pé. Os dentes estavam direitos, quis tirar o aparelho de tortura. Depois de algumas discussões com o dentista ("fica para a próxima, fica para a próxima"), o metal saiu da boca. Senti-me outra, confiante, bonita, com dentes certinhos. Claro que levei um aparelho em plástico para pôr durante a noite para os dentes de cima não mudarem de sítio, e em baixo puseram-me uma "contenção vitalícia".

Ora bem... o aparelho de plástico durou até ao Verão seguinte, quando fui escavar em Elvas. Não aguentou o ambiente arqueológico, que fraco!... Partiu-se em dois e uma das "dentolas", convencida que tem mais importância que a outra, começou a pôr-se em cima dela.

A contenção? Essa saltou-me esta semana, ao comer uma amêndoa... Agora tenho os dentes cheios de cola dura no lado de dentro, o que lixa a língua toda, é uma maravilha... E dois dentes, à semelhança da dentola superior, começaram a "cavalgar" outros dois dentinhos mais fracos, coitadinhos...

O meu ponto?...

O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita! E os meus dentes são a prova disso.

Ah, se eu soubesse isso na escola primária... tinha-me poupado muito sofrimento, e a carteira da minha mãe tinha ficado um bocadinho mais recheada...

"Noscete ipsum"

Obrigada

ao meu visitante russo!

Quero que saibas que adoro quando cá vens em busca de informações sobre estrelas e constelações que ainda não se afirmaram!

Como não quero que nada te falte, meu querido visitante, dedico esta postagem em especial a ti.

Apenas para que continues a vir cá!

Só lamento informar-te que não escrevo sobre assuntos que não interessam nem à cabeça de um pau de fósforo... No entanto, a tua persistência encanta-me! Por favor continua a brindar-me com a tua presença!

Como se diz mesmo?

Spaziba!

"Noscete ipsum"

quarta-feira, março 03, 2010

E mais uma vez, nesta altura do ano...

Acabei de receber um email de uma certa quinta (da qual eu nunca ouvi falar... e agora saber como raio ficaram com o meu endereço??? era engraçado saber, não?...) que dizia assim algo no género:

"dia 8 de Março, dia da Mulher, liberte-se da opressão"...

Ora bem...

A última vez que vi, sou mulher em Portugal e não sou oprimida: tenho direito de voto, direito a escolher o meu marido, direito a trabalhar, direito a estudar, direito a não arrumar o meu quarto se não me apetecer, direito à expressão dos meus pensamentos... e a última vez que vi, sou mulher todos os dias...

É uma data que sinceramente acho que já não se justifica celebrar... mas claro, isso sou só eu que sou estranha e tal...

"liberte-se da opressão"... pois claro...

"Noscete ipsum"

Hoje temos para oferta...

uma magnífica rino-faringo-sinusite.

Afinal eu não tinha traqueíte nenhuma, o médico é que estava demasiado embrenhado na leitura das suas revistas para me prestar atenção.

Conclusão, além de me ter receitado um spray que me fez deixar de respirar como se não existisse amanhã, receitou-me um antibiótico de 3 dias que fez absolutamente ZERO no tratamento da "traqueíte".

Ena pá! Que bom!...

Ah, a maravilhosa vida dos utentes dos centros de saúde de Portugal!... Que seria de nós sem eles???

"Noscete ipsum"

segunda-feira, março 01, 2010

Entristece-me mesmo...

Eu não sei...

Começo a perguntar-me se os nossos políticos não têm mesmo pingo de vergonha na cara.
A ser verdade a história das escutas, como têm lata para continuar a aparecer "de cara lavada" ao povo português?

A ser verdade a história das escutas, eles pensam que nós ainda acreditamos neles?

Senhor José Sócrates, independentemente de ser ou não engenheiro... Não acha que o ditado popular "onde há fumo há fogo" é verdadeiro? É que o senhor está debaixo de uma fumarada tão intensa que não sei como consegue respirar... Claro, é uma cabala contra si... o senhor é a vítima disto tudo...

A ser verdade a história das escutas, como continuam eles a governar?

A não ser verdade a história das escutas, a quem mentes perversas chegaria a ideia de montar tão grande esquema?

Não entendo, e entristece-me pensar que o nosso país, que outrora foi grandioso, está reduzido a isto... mentirosos, corruptos, aldrabões, hipócritas e trafulhas à frente de um país que se diz "civilizado".

Com tudo o que tenho visto, perdoem-me o cepticismo... mas acho que de civilizados e evoluídos temos pouco... e não vai ser uma nova ponte sobre o Tejo ou a construção do TGV que vai mudar a minha opinião...

O que realmente mudaria a minha opinião era ter gente honesta a governar Portugal... mas se calhar estou a pedir de mais...

:(



"Noscete ipsum"

domingo, fevereiro 28, 2010

Caminho Quinta da Rita

Junto a este luxuoso hotel, que por certo fará maravilhas à nossa economia regional (???), situa-se o Caminho Quinta da Ria, camarário, e pertencente a duas autarquias: Vila Real de Santo António e Tavira. Poucos metros a norte dele, situa-se a Estrada Nacional 125. O enquadramento geográfico geral é a Ria Formosa (como já falei aqui).

O que vos quero mostrar aqui é o caminho de acesso a minha casa, o famoso caminho Quinta da Ria.

Peço a vossa paciência para os 8 minutos de vídeo. Apreciem bem. E no final, agradeçam comigo à Ria Formosa por não deixar alcatroar isto (por fazer mal aos passarinhos...) e a quem consecutivamente adia o seu arranjo: Câmara Municipal, Junta de Freguesia... não sei, o barrete que entre a quem servir!

O que sei é que isto não se admite.

Já enviámos cartas às Câmaras Municipais, já falámos com a Junta de Freguesia, mas aparentemente não somos "filhos de gente" (leia-se, não temos uma certa partícula no nome, ou uns quantos 000's na conta bancária...), uma vez que somos uma e outra vez ignorados.

A quem pedir responsabilidades? Já não dá para transitar aqui, em muitas passagens temos que andar a 5 km/h....

Bem-haja! Obrigada ria formosa, os passarinhos agradecem-te.

Boa visualização.




"Noscete ipsum"

Adoro...

o nosso SNS, tal como já tinha dito noutro post...

Hoje tive o privilégio de ter sido brindada com uma consulta de 20 segundos.

Fantástico, hein?

Transcrevo:

Eu - Doutor, preciso que me veja, estou com a garganta queimada, bla bla bla (descrevi todos os sintomas, incluindo o facto de ser asmática e ter evoluções muito rápidas das minhas doenças, pelo que preciso sempre de antibiótico)

M. - Sim, sim, vamos ver a garganta.

Eu - Ok.

M. - Sim, está vermelha. Ponha o spray e está.


Pronto...

Conclusão desta consulta de 20 segundos: o spray desencadeou-me uma crise de asma tão grande que voltei a ter o privilégio de visitar pela segunda vez o magnífico centro de saúde.

Espectáculo!

Escusado será dizer que fiquei a oxigénio meia hora... e saí de lá com a receita para o antibiótico...

Ah, a maravilhosa vida dos utentes dos centros de saúde...

"Noscete ipsum"

sábado, fevereiro 27, 2010

O regresso

da enxaqueca subida dos infernos.

Parece-me que o sorteio de ontem não surtiu efeito nenhum...

Não há mais voluntários?? Não??

Vocês são terríveis, eu até vo-la oferecia de tão bom grado...

"Noscete ipsum"

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Nature goes wilde #2

Um icebergue separou-se de um glaciar depois de ter sido atingido por outro icebergue.
Os especialistas prevêm que possa alterar correntes marítimas e condicionar as condições meteorológicas.

Lindo...

É o que digo, isto anda doido e a passar-se dos carretes!

"Noscete ipsum"

A natureza

anda doida.

Furiosa connosco. E com razao... nao temos sido propriamente modelos de comportamento para com ela...

Agora, ha 29 minutos, terramoto no japao, 7.9 na escala de richter, e com possibilidade de tsunami...

Ha uma semana, a tragedia na Madeira...

Em janeiro, o terramoto no Haiti...

Mae-Natureza, acho que ja esclareceste o teu ponto... quantas mais almas serao necessarias para te aplacar a furia??

(e por que razao o meu teclado deixou de assumir acentos transcende-me...)

"Noscete ipsum"

Das coisas misteriosas #5

O Godofredo 2 ainda agora nasceu e já anda a fazer das suas.

Com os telefones cá de casa desligados da corrente, eis que eu e a minha mãe ouvimos claramente

Triiiim.... Triiiim... Triiiim... Triiiim....

Das duas três: ou estamos as duas com alucinações, ou existe mesmo um fantasma cá em casa ou então não sei!

Este fim de semana promete!

"Noscete ipsum"

Das coisas misteriosas #4

O meu antigo laranjinha (leia-se o meu antigo portátil toshiba cor de laranja) está assombrado.

Juro!!

Foi só ver o FarmVille, onde a minha mãe estava a jogar, a começar a fazer coisinhas estranhas e o rato a andar de um lado para o outro, aumentar de tamanho, diminuir de tamanho...

Pois é...

Tenho um fantasma no laranjinha!

Acho que o vou baptizar Godofredo 2 (sim, que o Godofredo 1 é o fantasma do frigorífico da minha casa em Évora.)

"Noscete ipsum"

Rascunhos antigos