Amor eterno...

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sexta-feira, março 05, 2010

Do kitsch

Aumentei o meu vocabulário.



De acordo com algumas pesquisas (sim, que eu admito que não sei tudo... lá se vai o meu lema "conhece tudo de algo e algo de tudo"... uma falha a colmatar!), kitsch é o seguinte: (vem agora copy-paste da Wikipedia - mais uma prova de que não estou muito virada para escrever)



"Características do Kitsch  (com sublinhado a cor de rosa, ora que cor mais kitsch existe??)



Princípio de Inadequação: Ao deslocamento, junta-se a inadequação da forma, do estilo, do contexto, da função, de uso. Desvio em relação à finalidade, tamanho (abridores de garrafa gigantes), falsificação de materiais (flores de plástico), estilos contextos (anjos barrocos de gesso, para estantes) figurações em objetos utilitários (pêra de cristal, como baleiro). Funções secundárias que acabam suplantando a função principal, funções múltiplas em um único objeto. A inexistência de uma relação do tema com a estrutura geral da obra.



(confere-se… isto acaba de descrever o meu quarto… totalmente inadequado para o meu contexto de pessoa asmática)



Principio de Acumulação (ou Empilhamento): Objetos diversos sem um sentido, que possuem valor emocional e de baixo custo, que vão sendo acumulados sem uma unidade de adequação.(enfeites de geladeiras, cerâmicas, bibelôs).

(outra vez… o meu quarto…)

Além de tornar ambientes kitsch, também pode tornar pessoas em kitsch, quando ocorre o demasiado uso de enfeites ou adornos corporais. (brincos, colares, pulseiras, echarpes, etc)

 (OMG…)

Percepção Sinestésica: O maior uso dos sentidos para impressionar o espectador, imagem, som, aromas (cartões de namorados perfumados). Repetição exaustiva de mesmos signos com significados semelhantes.

(E eu que acho estes cartões tão românticos...)

Principio de Mediocridade: com tantos artifícios, inadequação, acumulação, percepção sinestésica, o kitsch chega próximo do vulgar, mas essa mediocridade facilita a absorção do consumidor. Nem feiúra nem beleza extremas: esses são valores absolutos, que fogem do intuito do kistch.

(Cá está... nem muito nem pouco... apenas... cinzento... faz lembrar a limonada cor de rosa de The Sound of Music...)

Principio de Conforto: o que não cria problemas agrada; enche a vida da sociedade de consumo de sensações, emoções e pequenos prazeres (objetos cotidianos).

(vive e deixa viver...)
O kitsch está em todas classes sociais; é um elemento de nivelação social e histórico consumido indiscriminadamente por todos.
Independente das diferentes possibilidades de status que o objeto kitsch possa suscitar, agrupa-se o kitsch em categorias: religioso (terços saturados de imagens), sexual (canetas com mulheres nuas), exótico (paisagens havaianas, indianas de fundo), doce (anões de jardim), amargo (cobras, esqueletos de plástico fluorescentes), político (insígnia de partidos políticos em chaveiros) e também as combinações entre estas.


 (bem... terço de várias imagens não tenho, mas tenho um no carro, no espelho, bem à tuga... serve?... tenho canetas com notas musicais desenhadas - creio que farão o mesmo efeito que as mulheres nuas em canetas de "gajos"... e tenho porta-chaves do meu antigo curso, substituindo assim as insígnias políticas... serve?)

O kitsch se propõe a valores sublimes. A literatura de mau gosto feita com intenções comerciais e que usam o "efeitismo" - o efeito, a emoção sentidos pelo leitor são esperados e iguais.

(ora nem mais… assim é o que eu escrevo… Afinal estava enganada quando pensei que estava a fazer descrições porreiras, ao estilo de “pintar quadros com palavras”… se calhar estou mais perto de Nicholas Sparks do que pensava!.. Omg…)

Músicas, novelas e até a arquitetura: um edifício ou uma casa no estilo neoclássico, típico do século XIX, com falsa colunas gregas de concreto e falsos frontões é Kitsch porque deslocado no tempo, feito de materiais contemporâneos e inadequado ao uso. Uma construção neoclássica não responde às necessidades de vida do século XXI, precisando, para isso, ser adaptada, deformada, tornando-se, assim, simplesmente um cenário. Podemos citar o Castelo de Brennand, no Recife, ou a forma com que se autodenomina a cidade de Garanhuns em Pernambuco ("Suíça Brasileira").
Essas características conjugadas do Kitsch agem sobre nosso sentido nos causando um "curto-circuito" da sensibilidade."



Pois...
Afinal se calhar sempre sou um bocadinho kitsch...
Ora vejamos, para além disto tudo eu ainda:

  • Gosto dos clichés românticos que vejo nos filmes; Ai que eles são tão kitsch!
  • Descobri a maravilhástica rádio M80; ai mas que música tão kitsch!
  • Gosto das músicas que mais ninguém gosta – sem dúvida, kitsch!
  • Não vivo sem emoções - o que causa um "curto-circuito" da sensibilidade" muito kitscheriano, sem dúvida.


  Kitsch para aqui, kitsch para ali…

Kitsch, kitsch, kitsch... se eu disser muito rápido, vai inclusivamente parecer aquela série (kitsch sem dúvida) do "Kitshi, o carro falantji".

 "Kitshi kitschi! Vem mi salvar"


 "Noscete ipsum"




3 clips:

Elias disse...

LOOOOOL.... acho que este até agora foi o melhor post teu que já li aqui... ia morrendo de rir com o final do carro "Kit"... Brutal.... além disso ainda aprendi alguma coisa, pois confesso que havia ai algumas coisas que não sabia em relação ao significado da palavra...

Luís disse...

Eu tenho que concordar com o Elias, acho que nunca li nada tão louco da tua parte.

Nas palavras imortais da Oráculo: A questão que te vai realmente dar volta ao miolo mais tarde é se és Kitsch ou Camp.

Não te esqueças das meias arco-íris. Isso ainda existe ou já foi fora?

Tita disse...

As meias ainda existem, ora pois claro!! E são bem quentinhas e bem fofinhas e ficam sempre bem em dias cinzentos como o de hoje! :P

Rascunhos antigos